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Swift: conheça o sistema que conecta bancos e movimenta o dinheiro globalmente

Bancos brasileiros buscam proteção contra sanções dos EUA enquanto governo tenta evitar exclusão do sistema Swift e garantir estabilidade econômica

Cédulas de dólar, euro, yuan e libra - Dado Ruvic - 4.mai.25/Reuters (Foto: Dado Ruvic - 4.mai.25/Reuters)
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  • O Brasil enfrenta tensões comerciais com os Estados Unidos, agravadas pela aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e pela imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
  • Bancos brasileiros buscam orientação sobre possíveis sanções dos EUA e temem a exclusão do Brasil do sistema de pagamentos internacional, Swift.
  • O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com Hayden Allan, chefe global de assuntos corporativos do Swift, que garantiu que o Brasil não enfrentará sanções unilaterais.
  • O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou que ordens judiciais de governos estrangeiros não têm efeito no Brasil sem homologação do Supremo Tribunal Federal.
  • O sistema Swift conecta mais de 11,5 mil instituições financeiras em mais de 200 países, e a exclusão do Brasil poderia ter consequências severas para a economia.

O Brasil enfrenta um cenário de tensão comercial com os Estados Unidos, intensificado pela aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e pela imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Recentemente, bancos brasileiros começaram a buscar orientação sobre possíveis sanções dos EUA, temendo que o país seja excluído do sistema de pagamentos internacional Swift.

Na última semana, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com Hayden Allan, chefe global de assuntos corporativos do Swift. Durante o encontro, Allan garantiu que o Brasil não enfrentará sanções unilaterais de países específicos. O governo brasileiro tenta assegurar que não haverá exclusão do sistema, considerado vital para transações financeiras globais.

Medidas de Proteção

Em resposta às ameaças, o ministro Flávio Dino determinou que ordens judiciais e executivas de governos estrangeiros não têm efeito no Brasil até que sejam homologadas pelo Supremo Tribunal Federal. Essa medida visa proteger Moraes das sanções financeiras. A apreensão no setor financeiro é palpável, especialmente após declarações do deputado Eduardo Bolsonaro, que mencionou a possibilidade de novas sanções.

Representantes do setor financeiro também expressaram preocupação com a investigação comercial do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), que pode resultar em sanções de difícil reversão. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desconsiderou rumores sobre o Brasil ser tratado como um país em guerra, afirmando que seria desproporcional excluir instituições brasileiras do Swift.

O Papel do Swift

O sistema Swift conecta mais de 11,5 mil instituições financeiras em mais de 200 países, facilitando transações em diversas moedas. A exclusão de um país do Swift impede que seus bancos realizem pagamentos internacionais, o que pode ter consequências severas para a economia. Historicamente, países como Irã e Rússia já enfrentaram essa situação devido a sanções internacionais.

A situação atual destaca a fragilidade das relações comerciais entre Brasil e EUA, com o setor financeiro em alerta máximo. A continuidade do diálogo entre os governos é crucial para evitar um agravamento da crise e garantir a estabilidade econômica do país.

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