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Alckmin mantém firmeza nas negociações e reafirma disposição para dialogar

Governo busca novos mercados para compensar perdas com tarifa de 50% dos EUA, enquanto negociações continuam para mitigar impactos nas exportações brasileiras

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na Câmara dos Deputados, após reunião com Hugo Motta sobre o tarifaço (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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  • O governo brasileiro, sob a liderança do vice-presidente Geraldo Alckmin, enfrenta um tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais.
  • Alckmin anunciou que 6,4% das exportações brasileiras foram beneficiadas pela nova alíquota, que é igual para todos os países, exceto o Reino Unido.
  • O vice-presidente destacou a busca por novos mercados, como o México, para compensar as perdas.
  • Ele informou que 45% das exportações não foram afetadas, enquanto 36% sofreram impacto e 15% enfrentam tarifas elevadas.
  • Alckmin planeja reuniões com os presidentes da Câmara e do Senado para acelerar a aprovação de um projeto de lei que apoie os setores prejudicados.

O governo brasileiro, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, continua a enfrentar o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Em recente entrevista, Alckmin destacou que 6,4% das exportações brasileiras foram beneficiadas pela nova alíquota, que agora é igual para todos os países. Ele enfatizou a importância de buscar novos mercados, como o México, para compensar as perdas.

Alckmin afirmou que a decisão dos EUA de aplicar a mesma tarifa a todos os países, exceto o Reino Unido, representa um avanço nas exportações brasileiras, que totalizam US$ 2,6 bilhões. Apesar da alta alíquota, o vice-presidente acredita que a situação pode ser melhorada através de negociações contínuas. “Não vamos desistir, vamos continuar negociando permanentemente”, declarou.

Desafios e Oportunidades

O vice-presidente também mencionou que 45% das exportações não foram afetadas pelo tarifaço, enquanto 36% sofreram impacto e 15% enfrentam tarifas elevadas, mas iguais às de outros países. Produtos como mel, frutas e móveis estão entre os mais atingidos, enquanto itens industriais enfrentam dificuldades para serem redirecionados.

Alckmin planeja se reunir com os presidentes da Câmara e do Senado para acelerar a aprovação de um projeto de lei que prevê medidas de apoio aos setores prejudicados. Ele ressaltou que a China é o maior comprador do Brasil, mas as exportações mais complexas, como aviões e máquinas, ainda dependem do mercado americano.

Estratégia de Diálogo

O vice-presidente reafirmou que o governo brasileiro está comprometido em manter um diálogo constante com os EUA. Ele mencionou que a última conversa com o secretário de Comércio americano ocorreu há algumas semanas e que não há justificativa para a taxação. “O Brasil está sendo injustiçado”, afirmou Alckmin, que também criticou a falta de comunicação entre os ministros brasileiros e as contrapartes americanas.

A busca por novos acordos e mercados é uma prioridade para o governo. Alckmin está programando viagens e reuniões para fortalecer as relações comerciais, enquanto continua a negociar com os Estados Unidos. A orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é clara: diálogo, diálogo, diálogo.

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