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Meta é acusada de manipular dados de anúncios e desrespeitar privacidade da Apple

Ex-gerente da Meta denuncia inflacionamento de métricas de anúncios e violação de privacidade, complicando a reputação da empresa no mercado

Google antecipa iPhone 17 e lança Pixel 10 com arsenal de IA (Foto: Reprodução)
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  • Um ex-gerente de produto da Meta, Samujjal Purkayastha, acusa a empresa de inflar em até 20% o desempenho dos “Shops Ads”.
  • As alegações foram feitas em um processo no Tribunal de Trabalho do Centro de Londres.
  • Purkayastha afirma que a Meta ignorou regras de privacidade da Apple e não foi transparente sobre suas métricas.
  • Ele destaca que a empresa utilizou números de vendas brutas, sem informar as marcas sobre a diferença em relação às vendas líquidas.
  • O caso seguirá para uma audiência completa no próximo ano, onde serão analisadas as alegações de demissão injusta e as práticas de publicidade da Meta.

A Meta enfrenta novas acusações de inflar o desempenho de seus anúncios, especificamente os “Shops Ads”, em até 20%. As alegações foram feitas por um ex-gerente de produto, Samujjal Purkayastha, em um processo no Tribunal de Trabalho do Centro de Londres. Ele afirma que a empresa ignorou regras de privacidade da Apple e não foi transparente sobre suas métricas.

Os “Shops Ads”, lançados em 2022, visam marcas com lojas digitais no Facebook e Instagram. Segundo Purkayastha, a Meta utilizou números de vendas brutas, sem informar as marcas sobre a diferença em relação às vendas líquidas. O ex-gerente destacou que a metodologia de medição dos anúncios não seguia os padrões do setor, como os utilizados pelo Google, que descontam frete e impostos.

Acusações de Privacidade

Purkayastha também revelou que a Meta teria associado dados de usuários a informações externas para monitorar atividades em sites, desrespeitando as regras de consentimento da Apple implementadas em 2021. Ele alegou que a empresa incentivou o uso dos “Shops Ads” para coletar mais dados, mesmo com a resistência de muitos usuários da Apple ao rastreamento.

O ex-CFO da Meta, David Wehner, estimou que as mudanças nas políticas de privacidade poderiam impactar as receitas da empresa em US$ 10 bilhões em 2022. Além disso, Purkayastha mencionou que a falta de transparência nas métricas e subsídios, como os US$ 160 milhões autorizados por Mark Zuckerberg para anúncios gratuitos, distorceram ainda mais os resultados.

Desdobramentos Legais

A Meta já havia enfrentado críticas sobre suas métricas de publicidade, incluindo o “Alcance Potencial”, acusado de inflar o público estimado para anunciantes. Purkayastha foi demitido junto com 5% da força de trabalho da empresa, sob alegações de desempenho. O caso seguirá para uma audiência completa no próximo ano, onde serão analisadas as alegações de demissão injusta e as práticas de publicidade da Meta. O juiz trabalhista Timothy Adkin indicou que o pedido de tutela provisória não prosseguiria, sugerindo que a demissão poderia ter motivos pessoais ou externos. A Meta, por sua vez, negou as acusações e classificou as questões levantadas como meramente comerciais.

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