- A Meta enfrenta um processo judicial por uso não autorizado de conteúdo protegido.
- As produtoras Strike 3 Holding e Counterlife alegam que a empresa utilizou 2.396 filmes pornográficos sem permissão.
- O processo foi protocolado na Califórnia em 15 de setembro de 2023, com indenizações de até US$ 359 milhões.
- As acusações indicam que a Meta teria baixado os filmes de fontes piratas desde 2018 para treinar suas inteligências artificiais.
- A Strike 3 é conhecida por processar casos de direitos autorais, e a Meta já enfrentou processos semelhantes anteriormente.
A Meta, empresa controladora do Facebook e WhatsApp, enfrenta um novo processo judicial por uso não autorizado de conteúdo protegido. As produtoras Strike 3 Holding e Counterlife alegam que a gigante da tecnologia utilizou 2.396 filmes pornográficos sem permissão para treinar suas inteligências artificiais. O processo foi protocolado na Califórnia no dia 15 de setembro de 2023, e as empresas buscam indenizações que podem chegar a US$ 359 milhões.
As acusações indicam que a Meta teria baixado esses filmes de fontes piratas desde 2018, visando alimentar seu modelo de linguagem LLaMA e o sistema Meta Movie Gen. Segundo as produtoras, a empresa não apenas utilizou o conteúdo, mas também o compartilhou, o que é uma prática comum em redes de compartilhamento como o BitTorrent. A denúncia sugere que a Meta optou por essa abordagem para acelerar seus downloads, mesmo ciente das implicações legais.
A Strike 3 é conhecida por sua atuação rigorosa em casos de direitos autorais, frequentemente processando indivíduos que compartilham seu conteúdo ilegalmente. O uso do BitTorrent pela Meta foi um fator que chamou a atenção das produtoras, que afirmam ter descoberto as infrações após a divulgação pública dessa prática. Este não é o primeiro caso de violação de direitos autorais enfrentado pela Meta; a empresa já foi processada anteriormente por escritores que alegaram uso indevido de livros para treinar suas IAs, reconhecendo que utilizou conteúdo de sites piratas.
As alegações levantam questões sobre a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia em relação ao uso de conteúdo protegido e a necessidade de licenciamento adequado. A situação continua a se desenrolar, com as produtoras buscando responsabilizar a Meta por suas ações.
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