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‘Presidente da Petrobras garante que apostas contra a empresa trarão prejuízos’

Petrobras antecipa entregas de plataformas e projeta crescimento na produção até 2032, visando fortalecer a matriz energética do Brasil

Magda Chambriard, presidente da Petrobras: “Vamos ter acréscimo de produção até 2030 ou 2032. Depois disso, entramos em declínio, e por isso precisamos compensar com novas reservas. A margem equatorial é parte desse futuro.” (Foto: Leandro Fonseca/Exame)
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  • A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a empresa está superando as expectativas do mercado com entregas antecipadas de plataformas.
  • As novas plataformas foram entregues até três meses antes do previsto, reduzindo o tempo médio de conexão de poços de mais de um ano para cerca de sete meses.
  • No campo de Búzios, a plataforma mais recente já produz 225 mil barris por dia com apenas cinco poços.
  • Chambriard destacou a flexibilidade da Petrobras para redirecionar exportações, com foco no mercado brasileiro e também na Ásia.
  • A executiva afirmou que o Brasil precisa aumentar em 50% a produção de energia per capita e que a Petrobras investe em etanol, biodiesel e energias renováveis, além de explorar novas reservas na margem equatorial.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a empresa está superando as expectativas do mercado, com avanços significativos na produção e entrega antecipada de plataformas. Em entrevista ao podcast De Frente com o CEO, ela destacou que a companhia está em um momento de transformação, com a capacidade de redirecionar suas exportações e um foco na matriz energética do Brasil.

Chambriard mencionou que as novas plataformas de produção foram entregues até três meses antes do previsto, reduzindo o tempo médio de conexão de poços de mais de um ano para cerca de sete meses. No campo de Búzios, a plataforma mais recente já alcançou uma produção de 225 mil barris por dia com apenas cinco poços, superando a produção de alguns países.

Flexibilidade nas Exportações

A presidente também abordou a questão do preço dos combustíveis, explicando que a Petrobras não controla a ponta da distribuição. Quando a empresa reduz os preços na refinaria, muitas vezes os distribuidores aumentam suas margens, o que impede que o desconto chegue ao consumidor final.

Chambriard ressaltou a flexibilidade da Petrobras para redirecionar suas exportações, afirmando que o principal mercado é o Brasil, mas a empresa também exporta para a Ásia e está preparada para se mover para outros mercados, se necessário.

Futuro Energético do Brasil

A executiva defendeu a necessidade de aumentar a produção energética do Brasil, afirmando que o país precisa gerar 50% mais energia per capita para alcançar níveis de consumo de nações como a África do Sul. Para isso, a Petrobras investe em projetos de etanol, biodiesel e energias renováveis, além de explorar novas reservas na margem equatorial.

Chambriard projetou um crescimento na produção do pré-sal até 2030 ou 2032, destacando a importância de novas reservas para garantir o futuro energético do país. A exploração na margem equatorial é vista como essencial para essa estratégia.

A presidente finalizou enfatizando que a Petrobras deve contribuir tanto para a sociedade quanto para os investidores, destacando a coragem necessária para liderar uma empresa desse porte.

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