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Produtores de algodão dos EUA pedem investigação sobre exportações brasileiras

EUA questionam crescimento do algodão brasileiro, que se destaca como maior exportador global e gera preocupações entre produtores norte-americanos

Plantação de algodão em São Desidério, na Bahia (Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo)
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  • O National Cotton Council (NCC) dos Estados Unidos pediu para participar de uma audiência do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) em 3 de setembro.
  • O NCC expressa preocupações sobre o crescimento da produção e exportação de algodão brasileiro, que se tornou o maior exportador mundial.
  • No primeiro semestre, o Brasil exportou 1,493 milhão de toneladas de algodão, um recorde histórico.
  • O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Dawid Wajs, afirma que o sucesso do algodão brasileiro é resultado de investimentos em tecnologia, não de subsídios.
  • A disputa entre Brasil e EUA no setor de algodão remonta a 2002, quando o Brasil recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra subsídios americanos.

O National Cotton Council (NCC) dos Estados Unidos solicitou participação na audiência do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) marcada para 3 de setembro. A associação expressa preocupações sobre o crescimento acelerado da produção e exportação de algodão brasileiro, que se tornou o maior exportador mundial. O NCC argumenta que esse aumento é resultado de políticas governamentais brasileiras que impactam negativamente os produtores norte-americanos.

No último ano, o Brasil exportou 1,493 milhão de toneladas de algodão no primeiro semestre, um recorde histórico. O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Dawid Wajs, destaca que o país encerrou a temporada 2024/25 com 2,875 milhões de toneladas e projeta 2,97 milhões de toneladas para a safra 2025/26. O crescimento é atribuído a investimentos em tecnologia e inovação, que transformaram o Cerrado em uma região agrícola altamente produtiva.

Wajs também refuta as alegações do NCC, afirmando que o sucesso do algodão brasileiro é fruto de décadas de trabalho e não de subsídios. Ele enfatiza a importância de promover o consumo de fibras sustentáveis, em contraste com as sintéticas, que contribuem para a poluição. O Mato Grosso é o principal estado produtor, seguido pela Bahia, enquanto a diversificação dos mercados de exportação, incluindo Vietnã e Turquia, tem aumentado a estabilidade comercial.

A disputa entre Brasil e EUA no setor de algodão não é nova. Em 2002, o Brasil recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra subsídios americanos, obtendo autorização para retaliar, o que evidencia a complexidade das relações comerciais entre os dois países.

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