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Suzano aumenta preço da celulose e ações sobem com alívio nas pressões do mercado

Suzano eleva preços da celulose, prevendo aumento para US$ 550 por tonelada, impulsionada pela demanda e trégua comercial entre EUA e China

Suzano já teria vendido celulose para a China com reajuste (Foto: Germano Lüders/Exame)
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  • A Suzano anunciou um aumento nos preços da celulose a partir do próximo mês.
  • O reajuste será de US$ 20 por tonelada para a China e de US$ 80 para a Europa e Estados Unidos.
  • Atualmente, os preços estão em torno de US$ 500 por tonelada na China, afetando a rentabilidade da empresa.
  • O BTG Pactual considera a medida positiva, prevendo que os preços alcancem US$ 550 nos próximos meses devido à demanda sazonal.
  • O Bradesco BBI observa que o aumento já era aceito em pedidos da China e acredita que a estratégia ajudará a elevar os preços.

A Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, anunciou um aumento nos preços da celulose a partir do próximo mês. Para a China, o reajuste será de US$ 20 por tonelada, enquanto na Europa e nos Estados Unidos, o aumento será de US$ 80 por tonelada. Essa decisão surge em um contexto de preços baixos, que atualmente giram em torno de US$ 500 por tonelada na China, impactando a rentabilidade da empresa.

O BTG Pactual considera o aumento de preços uma medida positiva, apesar dos desafios na implementação. O banco ressalta que os preços atuais são insustentáveis e já afetam a capacidade global, levando algumas empresas ao prejuízo. A expectativa é que os preços da celulose alcancem US$ 550 nos próximos meses, impulsionados pela demanda sazonal e pela trégua comercial entre Estados Unidos e China.

Expectativas do Mercado

O Bradesco BBI observa que o aumento de US$ 20 por tonelada já estava sendo aceito em pedidos da China, o que motivou a Suzano a anunciar um segundo aumento, agora para a Europa e América do Norte. O banco acredita que essa estratégia ajudará a elevar os preços para US$ 550 por tonelada, especialmente com a melhora na demanda no final do terceiro trimestre e início do quarto.

O Banco do Brasil também destaca que, apesar da recente fraqueza nos preços da celulose, as exportações brasileiras continuam robustas. O banco menciona que a celulose brasileira se beneficiou da isenção de tarifas adicionais nos Estados Unidos, mantendo sua competitividade. Em julho, houve uma leve queda nas exportações, mas os preços médios aumentaram, refletindo a normalização dos embarques para a Europa e os Estados Unidos, enquanto os envios para a China se mantiveram estáveis.

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