- O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina caiu 0,7% em junho, marcando a quarta contração do ano.
- O crescimento anual do PIB foi de 6,4%, após uma queda de 1,7% no ano anterior.
- Os setores que contribuíram para o crescimento incluem Intermediação Financeira, com aumento de 28,7%, e Comércio Atacadista e Varejista, que subiu 11,5%.
- O dólar oficial ultrapassou 1,3 mil pesos, e o índice Merval caiu 0,49%, refletindo a instabilidade econômica.
- A oposição rejeitou o veto do presidente Javier Milei a leis de emergência, aumentando as tensões políticas no país.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina apresentou uma nova contração de 0,7% em junho, conforme dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec). Este é o segundo mês consecutivo de queda, somando quatro retrações no ano. Em comparação anual, o PIB cresceu 6,4%, após um encolhimento de 1,7% no ano anterior.
Os setores que impulsionaram o crescimento incluem Intermediação Financeira, com um aumento de 28,7%, e Comércio Atacadista e Varejista, que subiu 11,5%. No entanto, a Pesca enfrentou uma queda significativa de 74,6% no ano, impactando negativamente o crescimento geral.
Tensão Política e Econômica
A situação econômica é agravada pela recente alta do dólar oficial, que superou os 1,3 mil pesos pela primeira vez em 13 dias. O índice Merval também caiu 0,49%, refletindo a fragilidade da economia. A oposição política obteve uma vitória ao rejeitar o veto do presidente Javier Milei a leis de emergência, intensificando as tensões no cenário político.
Milei, que assumiu o cargo com a promessa de implementar reformas para controlar o déficit, vetou propostas que aumentariam os gastos com pensões e ampliariam as proteções para pessoas com deficiência. A oposição planeja insistir em outras três leis vetadas, desafiando a estratégia do governo.
Perspectivas Futuras
Os argentinos se preparam para eleições importantes, com a votação para a legislatura provincial de Buenos Aires marcada para o início de setembro e a renovação do congresso prevista para o final de outubro. Esses eventos são vistos como um referendo sobre a administração de Milei, em meio a um clima de incerteza econômica e política.
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