- A Avanade, joint venture entre Accenture e Microsoft, nomeou Rodrigo Caserta como novo CEO global e Adriano Neves para liderar a operação no Brasil.
- A empresa busca diversificar sua receita e reduzir a dependência das empresas-mães, com a subsidiária brasileira empregando cerca de três mil pessoas.
- A operação no Brasil atende cerca de sessenta clientes ativos e identificou mais de cento e cinquenta novas oportunidades no mercado médio.
- A Avanade lançará a plataforma “Avanade Go” em setembro, permitindo a aquisição de serviços por assinatura, como gestão de dispositivos e inteligência artificial.
- A expectativa é que, em cinco anos, essas novas frentes representem trinta por cento do negócio da empresa, com a operação brasileira podendo servir como laboratório global.
A Avanade, joint venture entre Accenture e Microsoft, passa por uma transformação significativa com a nomeação de Rodrigo Caserta como novo CEO global e Adriano Neves à frente da operação no Brasil. Essas mudanças visam fortalecer a posição da empresa em um mercado de tecnologia cada vez mais competitivo.
Com 25 anos de atuação, a Avanade tem se esforçado para diversificar sua receita e reduzir a dependência das empresas-mães. No Brasil, a subsidiária emprega cerca de 3.000 pessoas, representando 5% da força global de 56.000 colaboradores. Neves destaca que mais da metade da receita local já provém de contratos sob marca própria, um diferencial em relação a outros mercados.
A operação brasileira atende cerca de 60 clientes ativos, incluindo bancos e empresas de serviços públicos, e mapeou mais de 150 novas oportunidades no middle market. O novo modelo de negócios da Avanade inclui pacotes de consultoria “pré-fabricados”, que visam oferecer soluções rápidas e padronizadas, permitindo um tratamento mais personalizado conforme a demanda dos clientes.
Lançamento da Plataforma “Avanade Go”
Outra inovação é a plataforma “Avanade Go”, prevista para lançamento em setembro, que permitirá a aquisição de serviços por assinatura. Essa ferramenta oferecerá desde gestão de dispositivos até agentes de inteligência artificial, alinhando-se à tendência de “serviços como software”. Caserta enfatiza que a proposta é simplificar a experiência do cliente, evitando a contratação de consultorias caras para integrações complexas.
Nos Estados Unidos, a Avanade já implementou um modelo consultivo para gestão de dispositivos médicos, buscando reduzir a dependência de projetos de grande escala. A expectativa é que, em cinco anos, essas novas frentes representem 30% do negócio da empresa. A operação brasileira, que já apresenta um crescimento anualizado de 20%, pode se tornar um laboratório global para a Avanade, demonstrando que a consultoria pode ser vendida como software.
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