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Eucalipto em alta pressiona usinas de etanol de milho a se adaptarem

Mato Grosso projeta aumento significativo na produção de etanol de milho, mas enfrenta desafios na oferta de biomassa e custos de plantio.

Floresta de eucalipto da empresa Arauco, em Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação/Arauco)
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  • O Brasil está diversificando suas fontes de etanol, com o milho ganhando destaque na produção.
  • Mato Grosso lidera a produção de etanol de milho, com 25 usinas em operação e mais em construção.
  • A produção de etanol no estado deve aumentar de 5,4 bilhões para 9,6 bilhões de litros até 2030.
  • A demanda por biomassa, essencial para a produção, supera a oferta, com o eucalipto sendo a principal fonte.
  • A área plantada de eucalipto em Mato Grosso deve crescer de 165 mil hectares para 285 mil hectares até 2030.

Nos próximos anos, um terço da produção de etanol no Brasil será derivado do milho, uma mudança significativa no setor. Mato Grosso se destaca como líder na produção, com 25 usinas em operação e outras em construção. A expectativa é que a produção no estado aumente de 5,4 bilhões para 9,6 bilhões de litros até 2030.

O avanço da produção de etanol de milho gera uma economia circular, mas também apresenta desafios. Segundo Linacis Lisboa, secretária-adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia de Mato Grosso, 17 usinas utilizam exclusivamente milho, enquanto outras 7 estão em construção. A demanda por biomassa, essencial para a produção de etanol, atualmente supera a oferta, com a base florestal, especialmente o eucalipto, sendo a principal fonte.

Desafios da Biomassa

Apesar da oferta de biomassa ser superior à demanda, a dependência do eucalipto traz desafios. A construção de uma nova usina leva cerca de dois anos, mas o eucalipto só estará disponível após sete anos de plantio. Além disso, a competição por biomassa entre usinas, indústrias de biodiesel e frigoríficos complica a situação. A área plantada de eucalipto em Mato Grosso, atualmente em 165 mil hectares, deverá aumentar para 285 mil hectares até 2030.

Clair Bariviera, presidente da Arefloresta, destaca a dificuldade em atrair novos produtores devido aos altos custos iniciais. O investimento para o plantio de cem hectares pode chegar a R$ 1,5 milhão, com R$ 800 mil apenas no primeiro ano. A baixa produtividade do eucalipto, influenciada por fatores como qualidade das mudas e eventos climáticos, também é uma preocupação.

Perspectivas Futuras

Apesar dos obstáculos, há otimismo entre os produtores. A busca por fontes de energia limpa e renovável está em alta, e a utilização da biomassa para a produção de etanol é vista como uma solução viável. A defesa sanitária em Mato Grosso deverá intensificar o controle de qualidade das mudas, um passo crucial para garantir a sustentabilidade do setor.

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