- O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que Brasil e México não discutem um tratado de livre comércio.
- A declaração ocorreu durante a visita da comitiva brasileira à Cidade do México, onde foi destacado o foco na atualização dos acordos comerciais existentes, que cobrem apenas 12% do comércio bilateral.
- Alckmin anunciou um cronograma para revisar os acordos até julho de 2026, com a expectativa de concluir as negociações e assinar um novo acordo em setembro de 2026.
- O objetivo é modernizar cláusulas comerciais, abordando temas como rastreamento agropecuário, barreiras sanitárias e investimentos cruzados, especialmente nas áreas de agro, saúde, energia e tecnologia.
- Em julho, as exportações brasileiras para o México totalizaram US$ 805,3 milhões, um crescimento de 29,6% em relação ao ano anterior, consolidando o México como o sexto maior destino das exportações brasileiras.
CIDADE DO MÉXICO – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que Brasil e México não estão discutindo um tratado de livre comércio. A declaração foi feita após rumores sobre a possibilidade de um acordo durante a visita da comitiva brasileira à Cidade do México. Alckmin esclareceu que o foco é a atualização dos acordos comerciais existentes, que atualmente abrangem apenas 12% do comércio bilateral.
O vice-presidente anunciou um cronograma para revisar os acordos até julho de 2026, com a expectativa de concluir as negociações e assinar um novo acordo em setembro de 2026. O objetivo é modernizar as cláusulas comerciais, abordando temas como rastreamento agropecuário, barreiras sanitárias e investimentos cruzados, especialmente nas áreas de agro, saúde, energia e tecnologia.
Crescimento do Comércio Bilateral
Alckmin também trouxe dados positivos sobre o comércio entre os dois países. Em julho, as exportações brasileiras para o México totalizaram US$ 805,3 milhões, um crescimento de 29,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O México se consolidou como o sexto maior destino das exportações brasileiras e o sétimo parceiro na corrente de comércio total.
Durante a visita, que contou com a participação de mais de 100 empresários brasileiros, foram discutidas isenções tarifárias e a inclusão de novos produtos nos acordos. O Brasil, por exemplo, garantiu a abertura do mercado mexicano para ração industrial, enquanto o México teve acesso ao mercado brasileiro para pêssegos, aspargos e derivados de atum.
Atualização Necessária
Atualmente, os acordos em vigor, como o AC 53 e o AC 55, estão defasados e cobrem apenas uma parte limitada do comércio. Alckmin destacou que a modernização é essencial para aumentar a competitividade e que nada impede que etapas do novo acordo sejam antecipadas. O Brasil busca maximizar o comércio com o México, que já é um parceiro estratégico na exportação de produtos como soja, automóveis e carne bovina.
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