- O dólar à vista fechou em alta de 0,29%, cotado a R$ 5,422, no dia 29 de agosto.
- Apesar do aumento, a moeda americana acumula uma desvalorização de 3,18% em agosto, influenciada pela expectativa de cortes de juros do Federal Reserve e pela postura restritiva do Banco Central brasileiro.
- A alta foi impulsionada pela formação da Ptax de fim de mês, com a moeda oscilando entre R$ 5,4131 e R$ 5,4428.
- Nos Estados Unidos, o Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE) ficou em 2,6% na comparação anual, mantendo a taxa anual do núcleo em 3%.
- O governo brasileiro anunciou medidas de reciprocidade econômica em resposta a tarifas impostas pelos EUA, gerando incertezas no mercado.
O dólar à vista encerrou a sexta-feira, 29 de agosto, com uma alta de 0,29%, cotado a R$ 5,422. Apesar do aumento, a moeda americana acumula uma desvalorização de 3,18% ao longo do mês, refletindo a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve e a postura restritiva do Banco Central brasileiro.
A alta do dólar foi impulsionada pela pressão técnica da formação da Ptax de fim de mês, com a moeda oscilando entre R$ 5,4131 e R$ 5,4428. No cenário internacional, a divulgação do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE) nos Estados Unidos, que ficou em 2,6% na comparação anual, corroborou as expectativas do mercado. O núcleo do índice subiu 0,3% em julho, mantendo a taxa anual em 3%. Segundo Bruno Shahini, especialista da Nomad, esses dados tiveram impacto neutro sobre o câmbio, indicando que o Fed deve aguardar novos indicadores antes de decidir sobre cortes de juros.
Cenário Doméstico
No Brasil, o governo anunciou medidas de reciprocidade econômica em resposta às tarifas impostas pelos EUA, o que gerou incertezas adicionais no mercado. O Ministério das Relações Exteriores acionou a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para avaliar a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, após autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa ação pode resultar em retaliações, uma vez que os EUA impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
Além disso, houve frustração com os dados fiscais, especialmente o resultado primário que ficou abaixo do esperado. Contudo, esse fator teve pouco impacto no mercado cambial. A política monetária, tanto no Brasil quanto no exterior, foi o principal motor do câmbio em agosto, com o real se valorizando diante da expectativa de cortes de juros pelo Fed e da manutenção da postura restritiva do Banco Central.
Expectativas Futuras
Os operadores continuam a precificar uma alta probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros em setembro. A situação econômica dos EUA, combinada com as tensões comerciais, mantém o mercado em alerta, refletindo a complexidade do cenário atual. O dólar à vista, utilizado para liquidações imediatas, é amplamente empregado por empresas e instituições financeiras em operações de curto prazo, enquanto o dólar futuro é negociado na Bolsa de Valores, permitindo proteção contra a volatilidade cambial.
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