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JP Morgan abandona BB e aposta no Nubank em meio a guerra tarifária no Brasil

Banco do Brasil enfrenta queda de lucros e inadimplência, enquanto Nubank se destaca com resultados positivos e expectativa de lucro no México

Foto: Reprodução
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  • O Banco do Brasil foi retirado do portfólio do JP Morgan na América Latina, que agora investe no Nubank.
  • A mudança se deve à expectativa de lucros da operação mexicana do Nubank, enquanto o Banco do Brasil enfrenta dificuldades na carteira de empréstimos, especialmente no setor agrícola.
  • O Brasil é classificado como overweight, indicando desempenho acima da média na região, ao contrário de México e Chile, que têm classificação neutra, e Colômbia e Peru, que estão underweight.
  • O Comitê de Política Monetária do Banco Central deve iniciar cortes na taxa Selic em dezembro, com uma taxa terminal projetada em 10,75%.
  • O Banco do Brasil registrou uma queda de 60% nos lucros no segundo trimestre, impactado pela inadimplência no setor agrícola, enquanto o Nubank recebeu melhorias nas avaliações após resultados trimestrais positivos.

O Banco do Brasil (BBAS3) foi retirado do portfólio do JP Morgan na América Latina, que agora aposta no Nubank. A decisão reflete a expectativa de que a operação mexicana do Nubank comece a gerar lucros em breve, enquanto os analistas do JP Morgan não veem melhora na carteira de empréstimos do Banco do Brasil, especialmente no setor agrícola, no curto prazo.

O relatório do banco americano destaca que o Brasil se encontra em uma posição privilegiada, sendo classificado como overweight, o que indica uma performance acima da média em comparação com outros países da região. Em contraste, México e Chile têm classificação neutra, enquanto Colômbia e Peru estão underweight. Os analistas afirmam que o Brasil é o país da América Latina com melhor desempenho durante períodos de cortes de juros pelo Federal Reserve.

O cenário atual é marcado pela expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central comece a cortar juros ainda em dezembro, com uma Selic terminal projetada em 10,75%. O JP Morgan, embora mais otimista que o mercado, baseia suas previsões na desaceleração da inflação e da atividade econômica no Brasil. No entanto, a política interna está sob vigilância, especialmente após a imposição de tarifas pelos EUA e sanções a membros do governo brasileiro.

O Banco do Brasil enfrenta um momento desafiador, com uma queda de 60% nos lucros no segundo trimestre deste ano, impactado pela inadimplência no setor agrícola. Em contrapartida, o Nubank tem se destacado, recebendo pelo menos cinco upgrades do sell side após reportar resultados trimestrais superiores aos do Banco do Brasil.

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