- A gentrificação e o aumento dos preços de aluguel nas áreas centrais do México geram descontentamento social, especialmente em cidades como Cidade do México, Monterrey e Guadalajara.
- Os aluguéis nessas regiões subiram até 180%, resultando em insatisfação popular.
- A presidente Claudia Sheinbaum anunciou um plano para construir 1,8 milhão de casas acessíveis, enquanto o déficit habitacional no país chega a oito milhões de unidades.
- Em Monterrey, os preços de venda de imóveis quase triplicaram, e a construção de habitações acessíveis enfrenta dificuldades.
- O governo da capital lançou o plano Bando 1 para limitar o aumento dos aluguéis, mas a eficácia depende da aprovação de uma nova lei de habitação.
A gentrificação e a crise habitacional no México
Nos últimos anos, a gentrificação e o aumento dos preços de aluguel nas áreas centrais do México têm gerado descontentamento social. Em cidades como Cidade do México, Monterrey e Guadalajara, os aluguéis dispararam até 180%, levando a uma crescente insatisfação popular.
Recentemente, a presidente Claudia Sheinbaum anunciou um plano ambicioso para construir 1,8 milhões de casas acessíveis. O déficit habitacional no país já atinge oito milhões de unidades, evidenciando a gravidade da crise. As áreas de Roma e Condesa, por exemplo, registraram aumentos de até 95% nos aluguéis entre 2015 e 2025, segundo um estudo do portal Propiedades.com.
A situação do mercado imobiliário
O cenário é alarmante: em Monterrey, os preços de venda quase triplicaram. Apesar disso, a construção de habitações acessíveis tem enfrentado um retrocesso. O Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi) aponta que quase 25% das moradias existentes apresentam carências, como hacinamento e falta de serviços básicos.
No primeiro semestre de 2024, a produção de novas habitações começou a melhorar, mas menos de 1% das 73 mil unidades construídas eram de baixo custo. Eftychia Bournazou, professora da Universidade Nacional Autónoma de México, destaca que a gentrificação é apenas uma das manifestações de um problema habitacional mais profundo.
Medidas do governo
Para enfrentar a crise, o governo da capital lançou o plano Bando 1, que visa limitar o aumento dos aluguéis e proteger os direitos dos inquilinos. No entanto, a eficácia desse projeto depende da aprovação de uma nova lei de habitação.
O crédito hipotecário, por sua vez, continua a apresentar baixo dinamismo, mesmo com a redução das taxas de juros. Em junho, o saldo de financiamento para habitação média cresceu apenas 1,9%, enquanto a carteira de interesse social sofreu uma queda de 8,9%.
A insatisfação da população, especialmente entre os jovens, aumenta à medida que o sonho da casa própria se torna cada vez mais distante. A situação exige soluções urgentes e eficazes para garantir moradia digna a todos.
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