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Exportações para os EUA caem no 1º mês de tarifaço

Vendas para a China e o Mercosul cresceram quase 30% e ajudaram a ampliar o saldo comercial brasileiro

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  • As exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 18,5% em agosto de 2025, resultando em uma perda de US$ 600 milhões em relação ao ano anterior.
  • As importações de produtos americanos aumentaram 4,6%, totalizando um ganho de US$ 200 milhões.
  • O déficit nas transações comerciais com os EUA atingiu US$ 1,23 bilhão, marcando o oitavo mês consecutivo de importações superiores às exportações.
  • Apesar da queda nas vendas para os EUA, as exportações totais do Brasil cresceram 3,9%, impulsionadas pela agropecuária e pela indústria extrativa.
  • O tarifaço de 50% afeta 35,9% das exportações brasileiras para os EUA e seus efeitos ainda não foram totalmente absorvidos, segundo o ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.

As exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 18,5% em agosto de 2025, primeiro mês de vigência do tarifaço de 50% imposto pelo presidente Donald Trump. Essa queda resultou em uma perda de US$ 600 milhões em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, as importações de produtos americanos aumentaram 4,6%, totalizando um ganho de US$ 200 milhões.

O déficit nas transações comerciais com os EUA atingiu US$ 1,23 bilhão em agosto, marcando o oitavo mês consecutivo de importações superiores às exportações. Apesar da queda nas vendas para os americanos, as exportações totais do Brasil cresceram 3,9%, impulsionadas principalmente pela agropecuária e pela indústria extrativa.

Impactos do Tarifaço

O tarifaço, que afeta 35,9% das exportações brasileiras para os EUA, foi uma resposta a questões políticas e comerciais. O ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, afirmou que os efeitos ainda não foram totalmente absorvidos. “Os próximos meses devem registrar maiores impactos nas exportações”, disse.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) mostram que, mesmo com a queda nas vendas para os EUA, o Brasil obteve um superávit de US$ 6,13 bilhões em agosto, resultado de US$ 29,86 bilhões em exportações e US$ 23,73 bilhões em importações. O crescimento foi impulsionado por aumentos significativos nas vendas para China, Argentina e México.

Setores em Alta

As exportações para a China aumentaram 29,9%, com destaque para produtos como soja e carne bovina. A Argentina, por sua vez, registrou um crescimento contínuo, com um aumento de 51,2% nas exportações brasileiras. José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), destacou a importância do mercado argentino para produtos manufaturados.

Embora alguns produtos tenham sido isentos do tarifaço, como aeronaves e óleos, muitos ainda enfrentaram quedas significativas nas exportações. O diretor do MDIC, Herlon Alves, apontou que a insegurança gerada pela sobretaxa impactou negativamente as vendas, levando a uma volatilidade nos números.

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