- A Opep+ anunciou um aumento na produção de petróleo de 137 mil barris por dia a partir de outubro de 2023.
- A decisão foi tomada em reunião virtual no dia 7 de setembro e visa recuperar participação de mercado após meses de cortes.
- Desde abril de 2023, o grupo manteve 1,65 milhão de barris fora do mercado devido ao excesso de oferta.
- A Agência Internacional de Energia (AIE) alerta para um possível excesso recorde de oferta no próximo ano, especialmente com a queda do consumo na China.
- O Goldman Sachs prevê que o preço do barril do Brent pode cair para US$ 50 em 2026, o que gera preocupação entre analistas.
A Opep+ anunciou um aumento na produção de petróleo de 137 mil barris por dia a partir de outubro de 2023. A decisão foi tomada em uma reunião virtual no último domingo (7) e reflete uma mudança na política do grupo, que busca recuperar participação de mercado após meses de cortes.
Desde abril de 2023, a Opep+ havia mantido 1,65 milhão de barris fora do mercado em resposta a um excesso de oferta. Agora, o grupo planeja devolver parte dessa produção em etapas mensais até setembro de 2024, dependendo das condições do mercado. A medida visa atender à demanda crescente, especialmente da Arábia Saudita, que já havia reduzido sua produção em 2 milhões de barris por dia.
Os preços do petróleo Brent caíram 12% neste ano, influenciados pelo aumento da produção e pela guerra comercial dos EUA, que afeta a demanda global. Apesar disso, o mercado tem mostrado resiliência, permitindo que a Opep+ se sinta confiante em aumentar a produção. O grupo não especificou os incrementos futuros, mas a expectativa é que a produção real fique abaixo do anunciado, devido a limitações de capacidade de alguns membros.
Expectativas do Mercado
A Agência Internacional de Energia (AIE) alerta para um possível excesso recorde de oferta no próximo ano, especialmente com a queda do consumo na China e o aumento da produção nas Américas. O Goldman Sachs prevê que o barril do Brent pode cair para US$ 50 em 2026, o que preocupa analistas.
A decisão da Opep+ também pode agradar ao presidente dos EUA, Donald Trump, que tem solicitado preços mais baixos do petróleo para controlar a inflação. O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, deve visitar Washington em novembro, o que pode influenciar ainda mais as dinâmicas do mercado.
Com a nova estratégia, a Opep+ busca equilibrar a oferta e a demanda, mesmo diante de pressões internas e externas. O grupo enfrenta desafios, já que alguns membros operam próximos de sua capacidade máxima, o que pode limitar a eficácia do aumento de produção.
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