- O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos está sob atenção devido à expectativa de cortes nas taxas de juros, em resposta à desaceleração econômica e inflação controlada.
- Analistas do Bank of America (BofA) projetam que o Brasil começará a reduzir a taxa Selic em dezembro, podendo chegar a 11,25% até 2026.
- Atualmente, a Selic está em 15%, e a taxa real deve se aproximar de 11%, sustentada por uma inflação controlada e uma economia estável.
- Na Colômbia, a taxa de juros é de 9,25%, com previsão de queda para 7% até dezembro de 2026. O próximo corte foi adiado para dezembro.
- No México, a taxa está em 7,75%, com expectativa de redução para 6,5% até o final de 2026, apoiada por uma inflação abaixo de 4%.
O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos continua a ser um ponto focal no mercado financeiro global, especialmente com a expectativa de cortes nas taxas de juros em resposta à desaceleração econômica e à inflação controlada. Analistas do Bank of America (BofA) projetam que essa tendência se estenderá à América Latina, com o Brasil liderando o caminho.
Os especialistas do BofA preveem que o Brasil iniciará cortes na taxa Selic em dezembro, podendo chegar a 11,25% até 2026. Atualmente, a Selic está em 15%, e, considerando a inflação projetada, a taxa real deve se aproximar de 11%. A expectativa é sustentada por uma inflação controlada e uma atividade econômica estável, além da valorização do real.
Projeções para Colômbia e México
Na Colômbia, a taxa de juros está fixada em 9,25%, com previsões do BofA indicando que a taxa terminal poderá ser 7% até dezembro de 2026, abaixo das expectativas do mercado. O próximo corte, inicialmente previsto para setembro, foi adiado para dezembro, refletindo uma avaliação mais cautelosa da demanda interna.
No México, o Banco de México mantém a taxa em 7,75%, mas o BofA projeta que ela poderá cair para 6,5% até o final de 2026. A inflação, tanto geral quanto núcleo, deve permanecer abaixo de 4% no próximo ano, apoiada por uma atividade econômica fraca e pela valorização do peso mexicano.
Fatores de Influência
Os analistas destacam que a ausência de pressões inflacionárias significativas, um dólar americano fraco e a desaceleração das economias dos EUA e da China criam um ambiente propício para cortes nas taxas. Além disso, a chegada de produtos chineses mais baratos aos mercados emergentes contribui para manter a inflação global sob controle.
Entretanto, o BofA alerta que o principal risco para essas projeções é a possibilidade de que as taxas de juros de longo prazo nos países desenvolvidos permaneçam elevadas, o que poderia limitar o espaço para cortes nas taxas na América Latina.
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