- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil é uma prioridade legislativa.
- A proposta, identificada como PL 1087/2025, já teve urgência aprovada e busca beneficiar uma parte significativa da população.
- Durante reunião com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, Motta ressaltou a importância da votação do projeto, que também prevê descontos para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
- O projeto, de relatoria do deputado Arthur Lira, propõe alíquotas mais altas para rendimentos acima de R$ 600 mil por ano e uma taxa de 10% sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais.
- O governo estima que as novas medidas arrecadarão R$ 34 bilhões anualmente, compensando a perda fiscal de R$ 25,8 bilhões com a isenção e os descontos.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reafirmou nesta segunda-feira, 8, que a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil é uma prioridade legislativa. A proposta, que tramita como PL 1087/2025, já teve urgência aprovada e visa beneficiar uma parcela significativa da população.
Durante uma reunião com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, Motta destacou a importância da votação do projeto, que também prevê um desconto gradual para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Atualmente, estão isentos do imposto os trabalhadores que recebem até R$ 3.036. A medida é parte do compromisso do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
O projeto, de relatoria do deputado Arthur Lira, estabelece alíquotas mais altas para rendimentos superiores a R$ 600 mil por ano, com uma taxa de 10% para aqueles que ganham acima de R$ 1,2 milhão. Além disso, a proposta sugere a criação de uma cobrança de 10% sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais pagos por uma mesma empresa.
Impacto Fiscal
O governo estima que as novas medidas arrecadarão R$ 34 bilhões anualmente, valor que deve compensar a perda fiscal de R$ 25,8 bilhões com a isenção e os descontos. A urgência na votação é impulsionada pela necessidade de aprovação até outubro, para que as mudanças possam entrar em vigor em 2026.
Apesar da urgência aprovada, a votação do projeto tem enfrentado atrasos devido à falta de consenso entre os líderes partidários. A expectativa inicial era que a análise ocorresse em agosto, mas a atenção do Congresso se voltou para outras pautas, como a proposta de anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Motta enfatizou que a isenção do Imposto de Renda é uma medida popular e que a Câmara está comprometida em acelerar a tramitação do projeto, refletindo a urgência do tema no cenário político atual.
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