- O conselheiro econômico-chefe da Índia, V. Anantha Nageswaran, afirmou que o aumento das tarifas dos Estados Unidos pode reduzir o PIB indiano em até 0,6% neste ano fiscal.
- As tarifas sobre produtos indianos foram elevadas para 50%, como punição pela compra de petróleo russo.
- Nageswaran destacou que o impacto pode variar entre 0,5% e 0,6%, dependendo da duração das tarifas.
- Apesar dos desafios, ele manteve a previsão de crescimento do PIB entre 6,3% e 6,8% para o ano fiscal que termina em março de 2026.
- Fatores positivos, como cortes em impostos e a inflação em seu menor nível em oito anos, podem ajudar a mitigar os efeitos negativos das tarifas.
O conselheiro econômico-chefe da Índia, V. Anantha Nageswaran, alertou que o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos pode impactar o Produto Interno Bruto (PIB) indiano em até 0,6% neste ano fiscal. A medida, que eleva as tarifas sobre produtos indianos para 50%, foi justificada pelo presidente Donald Trump como uma punição pela compra de petróleo russo.
Nageswaran, em entrevista à Bloomberg TV, destacou que o efeito das tarifas pode variar entre 0,5% e 0,6%, dependendo da duração da medida. Caso a incerteza se prolongue, o impacto na economia indiana poderá ser ainda maior. As tarifas elevadas tornam os produtos indianos menos competitivos em relação a países como Vietnã e Bangladesh, especialmente em setores como têxteis e joias, que são cruciais para as exportações.
Apesar desse cenário desafiador, o conselheiro manteve a previsão de crescimento do PIB entre 6,3% e 6,8% para o ano fiscal que termina em março de 2026. Ele ressaltou a forte expansão econômica no segundo trimestre, com um crescimento de 7,8%, o mais acelerado em mais de um ano.
Fatores Positivos
Nageswaran também mencionou fatores que podem impulsionar a economia, como os cortes recentes em impostos diretos e sobre consumo, além da inflação em seu menor nível em oito anos. Essas condições devem aumentar a renda disponível e estimular os gastos. Na semana passada, o governo indiano reduziu o imposto sobre bens e serviços de itens de uso diário, o que pode adicionar entre 0,2% e 0,3% ao PIB.
O conselheiro afirmou que a Índia deve cumprir a meta de déficit fiscal de 4,4% neste ano, apoiada por repasses do banco central e receitas provenientes da venda de ativos. A combinação de medidas fiscais e um ambiente econômico em recuperação pode ajudar a mitigar os efeitos adversos das tarifas elevadas.
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