- A Fitch rebaixou o rating do Banco Master de B+ para B- após o veto do Banco Central à proposta de venda para o Banco de Brasília (BRB).
- A nova classificação reflete pressões sobre liquidez e acesso a financiamento do Banco Master.
- O veto impede que os benefícios da fusão sejam considerados nas avaliações de crédito, aumentando a vulnerabilidade do banco.
- As taxas dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master subiram, e os papéis estão sendo vendidos com forte desconto no mercado secundário.
- A Fitch alertou que novos rebaixamentos podem ocorrer se a liquidez do Banco Master se deteriorar.
A Fitch rebaixou o rating do Banco Master de B+ para B- após o veto do Banco Central à proposta de venda da instituição para o Banco de Brasília (BRB). A nova classificação, com perspectiva “em revisão negativa”, reflete a crescente pressão sobre a liquidez e o acesso a financiamento do banco.
O veto à transação impede que os benefícios esperados da fusão sejam considerados nas avaliações de crédito. A Fitch destacou que, sem a fusão, o Banco Master enfrenta um ambiente mais desafiador, com incertezas sobre sua estabilidade financeira e custos de captação. A falta de sinergias operacionais e ganhos de escala pode aumentar a vulnerabilidade do banco a choques de liquidez.
Além disso, a Fitch alertou que novos rebaixamentos podem ocorrer se a liquidez do Banco Master se deteriorar. A agência continuará monitorando a situação, especialmente em relação à dependência de funding que depende da confiança do mercado. A deterioração significativa de capital, qualidade de ativos ou rentabilidade também poderia impactar negativamente a classificação da instituição.
Impacto no Mercado
Após o rebaixamento, as taxas dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master aumentaram, refletindo a incerteza sobre a estabilidade do banco. No mercado secundário, os CDBs eram vendidos com forte desconto, indicando que mais investidores estavam tentando vender do que comprar esses papéis. Os rendimentos chegaram a 180% do CDI e até 32% ao ano em taxas fixas.
Investidores com aplicações acima de R$ 250 mil, que não estão confortáveis com a situação, podem estar liquidando suas posições para garantir a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A última emissão de CDBs pelo Banco Master ocorreu em maio, com vencimento em 2027.
A Fitch já havia sinalizado em abril que a transação com o BRB poderia não ser aprovada, o que agora se concretizou. A nova nota do banco indica um cenário de maior incerteza quanto à sua estabilidade e condições de captação, impactando o mercado financeiro.
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