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Empresas brasileiras tentam se adaptar às novas tarifas elevadas do setor

Empresas brasileiras buscam alternativas para reduzir tarifas de 50% sobre exportações para os EUA, com apoio de consultorias especializadas

Donald Trump estabeleceu tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil (Foto: Reprodução)
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  • Empresas brasileiras buscam alternativas para enfrentar a tarifa de 50% sobre exportações para os Estados Unidos, imposta pelo governo Trump.
  • Consultorias estão ajudando na implementação de estratégias como “first sale” e reclassificação de produtos.
  • A “first sale” permite que o imposto seja calculado com base no preço da primeira venda, resultando em economia significativa.
  • Regimes como o Recof isentam insumos de tributação se mais de 50% do produto final for destinado ao exterior.
  • O OEA (Operador Econômico Autorizado) oferece agilidade nas operações e redução de inspeções, permitindo exportações com custos menores.

As empresas brasileiras estão adotando estratégias inovadoras para enfrentar a tarifa de 50% sobre exportações para os Estados Unidos, imposta pelo governo Trump. Consultorias estão auxiliando na implementação de métodos como a “first sale” e a reclassificação de produtos, além de explorar benefícios tributários como o Recof e o OEA.

Essas estratégias visam reduzir os custos durante o tráfego aduaneiro. Carlos Ottoni, sócio da KPMG, explica que muitos importadores americanos, que não podem mudar de fornecedor rapidamente, estão buscando formas de desonerar a sobretaxa. A “first sale” permite que o imposto seja calculado com base no preço da primeira venda do produto, excluindo margens de lucro de intermediários. Por exemplo, um produto que custa US$ 700 ao exportador pode ser vendido por US$ 1.000 ao importador, mas a tarifa é calculada sobre o preço de US$ 700, resultando em uma economia significativa.

Além disso, a separação de custos adicionais, como serviços e frete, pode ajudar a reduzir o valor aduaneiro do produto. Monique Almeida, da Deloitte, destaca que muitas empresas estão revisando suas classificações fiscais para se adequar a regimes mais favoráveis, buscando produtos que possam ser isentos de tarifas.

Alternativas e Benefícios

Os exportadores brasileiros também podem se beneficiar de regimes como o Recof, que isenta insumos de tributação se mais de 50% do produto final for destinado ao exterior. Luiz Rezende, da Deloitte, observa que, apesar de sua eficácia, o Recof ainda é pouco utilizado. O OEA oferece agilidade nas operações e redução de inspeções, permitindo que as empresas exportem com custos menores.

As consultorias alertam, no entanto, sobre a importância de evitar práticas não ortodoxas que possam resultar em punições. Laércio Soto, da RSM, enfatiza que as empresas devem buscar eficiência e organização nas exportações, enquanto aguardam possíveis mudanças nas tarifas. O cenário atual exige que as empresas brasileiras se conectem diretamente com importadores nos EUA para garantir acordos vantajosos e manter o fornecimento.

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