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Fitch projeta desaceleração econômica da China em 2025 devido a tensões comerciais

Fitch prevê crescimento do PIB da China em 4,7% em 2025, com recuperação do consumo dependente da confiança do consumidor ainda baixa

Fábrica em Suqian, China, com estrutura industrial visível (Foto: Reprodução)
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  • A Fitch projeta uma desaceleração do crescimento do PIB chinês para 4,7% em 2025, abaixo dos 5% previstos para 2024.
  • A moderação do comércio e a contenção dos gastos privados são fatores que influenciam essa previsão.
  • A transição da China para uma economia baseada na demanda interna ainda apresenta sinais incertos.
  • O estímulo fiscal foca em infraestrutura e programas de consumo, mas a confiança do consumidor continua baixa.
  • A recuperação do consumo depende da confiança do consumidor, que está em níveis baixos, impactada pela correção no setor imobiliário.

A agência de classificação de risco Fitch projeta uma desaceleração do crescimento do PIB chinês para 4,7% em 2025, uma queda em relação aos 5% previstos para 2024. O relatório, divulgado nesta terça-feira, aponta que a moderação do comércio líquido e a contenção dos gastos privados são fatores determinantes para essa previsão.

Desde o início da guerra comercial, a Fitch acreditava que a China poderia mudar seu foco da demanda externa para a interna como motor do crescimento. No entanto, essa transição ainda apresenta sinais incertos. O estímulo fiscal tem sido direcionado para investimentos em infraestrutura e programas que incentivam o consumo, mas os resultados são mistos. Embora as vendas no varejo tenham mostrado um aumento nos primeiros meses do ano, os dados de julho indicam uma demanda enfraquecida.

Desafios para a Recuperação

A Fitch destaca que a recuperação do consumo na China depende fortemente da confiança do consumidor, que permanece em níveis baixos, cerca de dois desvios padrão abaixo da média. Essa falta de confiança é atribuída, em parte, aos efeitos negativos da correção no setor imobiliário, que continua a impactar a percepção de riqueza dos cidadãos.

O relatório também prevê que o crescimento do PIB deve desacelerar no segundo semestre de 2025, após um desempenho mais forte no primeiro semestre. A agência expressa preocupação com a durabilidade da recuperação, enfatizando que riscos para a demanda doméstica persistem, o que pode dificultar uma recuperação robusta no consumo.

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