- O México planeja impor tarifas de até 50% sobre carros e produtos da China e de outros países asiáticos para proteger a indústria local e os empregos.
- A proposta foi anunciada pelo ministro da Economia, Marcelo Ebrard, e precisa ser aprovada pelo Congresso.
- As tarifas afetariam mais de 1.400 categorias de produtos, como autopeças, aço, brinquedos e móveis.
- O governo mexicano já havia aumentado tarifas sobre têxteis e calçados e a nova proposta está no plano orçamentário de 2026.
- A medida pode gerar uma arrecadação de 52 bilhões de dólares, representando 8,6% das importações do país.
O México está se preparando para impor tarifas de até 50% sobre carros e produtos da China e de outros países asiáticos, com o objetivo de proteger a indústria local e os empregos. A proposta, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, foi anunciada pelo ministro da Economia, Marcelo Ebrard, em um evento no estado do México.
As novas tarifas afetariam mais de 1.400 categorias de produtos, incluindo autopeças, aço, brinquedos e móveis. Ebrard afirmou que a medida é necessária devido aos preços baixos dos produtos importados, que estão abaixo dos preços de referência. “O principal objetivo é proteger empregos”, destacou o ministro.
Relações Comerciais e Protecionismo
O México já é o maior destino de carros da China, o que gera preocupações em relação ao impacto nas relações comerciais com os Estados Unidos. O país possui um acordo de livre comércio com os EUA e o Canadá (USMCA), que isenta esses países de tarifas. No entanto, as tarifas propostas afetariam produtos de países sem acordos comerciais, como Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Indonésia, Rússia e Turquia.
A medida é vista como uma forma de alinhar o México com o protecionismo dos EUA, especialmente em um momento em que o presidente americano, Donald Trump, está em conflito comercial com a China. Analistas apontam que essa ação pode gerar um bloco comum contra o país asiático, mas também pode resultar em retaliações por parte da China.
Impacto Econômico
O aumento das tarifas pode ter um impacto significativo na economia mexicana, com estimativas de que a medida possa gerar uma arrecadação de 52 bilhões de dólares, representando 8,6% das importações do país. Ebrard enfatizou que a proposta está em conformidade com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), que permite a elevação de tarifas em situações como essa.
O governo mexicano já havia aumentado tarifas sobre têxteis e calçados, e a nova proposta foi incluída no plano orçamentário de 2026 enviado ao Congresso. A expectativa é que o projeto de lei seja aprovado, uma vez que o partido governista possui uma maioria confortável nas duas casas legislativas. As tarifas entrariam em vigor 30 dias após a publicação no Diário Oficial do México.
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