- Em agosto, os preços dos medicamentos para hospitais caíram 1,37%, marcando a quarta queda consecutiva.
- O Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H) registrou uma desaceleração acumulada de 0,64% em 12 meses.
- O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve deflação de 0,11%, enquanto o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,36%.
- Os grupos terapêuticos que mais contribuíram para a queda foram: sistema nervoso (2,92%), sistema musculoesquelético (2,72%) e anti-infecciosos gerais para uso sistêmico (1,99%).
- A variação acumulada no ano é de 1,43%, e a alta acumulada em 12 meses é de 0,64%. Desde janeiro de 2015, o IPM-H acumula elevação nominal de 49,6%.
Os preços dos medicamentos para hospitais apresentaram uma queda média de 1,37% em agosto, marcando a quarta redução consecutiva. O dado, apurado pelo Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), foi divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e reflete uma desaceleração acumulada de 0,64% em 12 meses.
A queda ocorre em um contexto onde o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma deflação de 0,11%, enquanto o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,36%. A taxa média de câmbio também teve um recuo de 1,48%, indicando uma valorização do real frente ao dólar. Para Rodrigo Romero, vice-presidente de Crescimento da Bionexo, a análise de mercado é crucial para hospitais e fornecedores, permitindo antecipar tendências e identificar oportunidades.
Análise de Grupos Terapêuticos
Os grupos terapêuticos que mais contribuíram para a queda dos preços incluem: sistema nervoso (2,92%), sistema musculoesquelético (2,72%), e anti-infecciosos gerais para uso sistêmico (1,99%). Em contrapartida, houve aumento nos preços de medicamentos para o aparelho digestivo e metabolismo (1,20%) e sangue e órgãos hematopoiéticos (1,05%).
A variação acumulada no ano agora é de 1,43%, enquanto a alta acumulada em 12 meses é de 0,64%. Desde o início da série histórica em janeiro de 2015, o IPM-H acumula uma elevação nominal de 49,6%. Bruno Oliva, economista da Fipe, destaca que a queda de agosto foi abaixo da média histórica de 0,75% para o período, sugerindo que variáveis econômicas como a taxa de câmbio e os preços dos combustíveis influenciam a formação dos preços dos medicamentos.
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