- A PsiQuantum, startup de computação quântica, arrecadou US$ 1 bilhão em uma rodada de financiamento, aumentando sua avaliação para US$ 7 bilhões.
- Fundada no Reino Unido e estabelecida no Vale do Silício em 2019, a empresa planeja desenvolver uma máquina quântica funcional até 2024.
- Os recursos serão usados para construir um computador quântico com 1 milhão de qubits até 2028, superando as capacidades atuais.
- A rodada de investimento foi liderada por BlackRock, Temasek e Baillie Gifford, com participação do capital de risco da Nvidia.
- A PsiQuantum utiliza tecnologia de qubits baseada em fótons, facilitando a fabricação de chips e evitando temperaturas extremas.
A PsiQuantum, startup de computação quântica, anunciou a captação de US$ 1 bilhão em uma rodada de financiamento, elevando sua avaliação para US$ 7 bilhões. Fundada no Reino Unido e estabelecida no Vale do Silício em 2019, a empresa visa desenvolver uma máquina quântica funcional até 2024.
Os recursos obtidos serão direcionados para a construção de um computador quântico com 1 milhão de qubits até 2028, superando as centenas de qubits das máquinas atuais. Segundo Peter Shadbolt, diretor científico da PsiQuantum, essa capacidade permitirá resolver “problemas comercialmente valiosos que ninguém mais conseguirá sem uma máquina quântica”.
A rodada de investimento foi liderada por BlackRock, Temasek e Baillie Gifford, com a participação do braço de capital de risco da Nvidia. Apesar do entusiasmo, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, alertou que uma máquina quântica funcional pode levar até 20 anos para ser desenvolvida.
A PsiQuantum utiliza uma tecnologia de qubits baseada em fótons, o que facilita a fabricação de chips em instalações já existentes e elimina a necessidade de operar em temperaturas extremamente baixas, como exigido por sistemas concorrentes da Google e IBM. A empresa planeja iniciar a construção de seu primeiro centro de computação quântica em escala total na Austrália ainda este ano.
Além disso, a PsiQuantum se junta a outras empresas quânticas que também atraíram investimentos significativos, como a Quantinuum, que arrecadou US$ 600 milhões, e a IQM, com US$ 300 milhões. Apesar do crescente interesse, a PsiQuantum enfrenta desafios técnicos, como a emissão e controle de fótons individuais e a implementação de correção de erros, essenciais para a computação quântica.
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