- Os futuros do café arábica subiram quase 3% em Nova York, impulsionados por previsões de clima seco e quente no Brasil.
- A irregularidade das chuvas, essenciais para a produção, gera preocupações no setor.
- A empresa de previsão Climatempo alertou que as chuvas esperadas para a próxima semana podem não ser generalizadas.
- O corretor Thiago Cazarini, de Minas Gerais, destacou que a falta de chuvas nos próximos 10 a 15 dias pode elevar ainda mais os preços.
- O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal, aumentando as tensões políticas, enquanto os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
Os futuros do café arábica registraram uma alta de quase 3% em Nova York, impulsionados por previsões de clima seco e quente no Brasil, o maior produtor mundial. As preocupações com a irregularidade das chuvas, essenciais para o desenvolvimento da cultura, estão no centro das atenções. A empresa de previsão Climatempo alertou que as chuvas esperadas para a próxima semana podem não ser generalizadas ou duradouras, o que pode agravar a situação.
O corretor Thiago Cazarini, de Minas Gerais, destacou que a falta de boas chuvas nos próximos 10 a 15 dias pode intensificar ainda mais o mercado, levando os preços a novos patamares. O contrato futuro do café arábica atingiu o nível mais alto desde 1º de maio, com uma expectativa de ganho semanal de quase 6%.
Tensão Política e Comercial
Além das questões climáticas, o cenário político brasileiro também influencia o mercado. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal, o que elevou as tensões políticas no país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o julgamento, chamando-o de “caça às bruxas”, e impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, o que pode impactar as exportações.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o país responderá de acordo com as ações do Brasil, aumentando a incerteza nas relações comerciais. Enquanto isso, o Brasil tem buscado diversificar suas vendas de café, elevando as exportações para México e Colômbia em resposta às tarifas impostas pelos EUA.
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