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Ambipar aprimora governança para restaurar confiança do mercado, afirma CEO

Ambipar amplia seu conselho e nega vínculos com o Banco Master, enquanto enfrenta nova investigação da Comissão de Valores Mobiliários sobre recompra de ações

Ambipar é uma das principais empresas do Brasil na gestão de resíduos, enfrentando desconfiança de investidores (Foto: Reprodução)
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  • A Ambipar Participações e Empreendimentos anunciou mudanças em sua governança corporativa, ampliando seu conselho de cinco para nove membros, com planos de chegar a onze.
  • A empresa busca aumentar a transparência e a confiança dos investidores após uma queda significativa em seus títulos, relacionada a preocupações sobre governança e laços com o Banco Master.
  • Para se distanciar dessa associação, a Ambipar intensificou o diálogo com investidores e nomeou Sylvia Coutinho, ex-chefe do UBS no Brasil, como conselheira de governança.
  • A companhia enfrenta uma nova investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre seu programa de recompra de ações, após questionamentos anteriores sobre operações com o investidor Nelson Tanure.
  • A Ambipar está implementando cortes de cerca de mil postos de trabalho e busca acordos com credores para melhorar sua saúde financeira, enquanto sua dívida líquida é de quase R$ 6 bilhões.

A Ambipar Participações e Empreendimentos anunciou uma reformulação em sua governança corporativa após enfrentar um ano desafiador no mercado. A empresa ampliou seu conselho de cinco para nove membros, com planos de chegar a onze em breve, buscando aumentar a transparência e a confiança dos investidores.

A companhia, que atua na gestão de resíduos, viu seus títulos caírem drasticamente devido a preocupações sobre sua governança e laços com o Banco Master. Para se distanciar dessa associação, a Ambipar intensificou o diálogo com investidores e nomeou a ex-chefe do UBS no Brasil, Sylvia Coutinho, como conselheira de governança. O CEO Tércio Borlenghi Junior afirmou que a empresa não possui vínculos com o Banco Master e que a situação financeira da Ambipar não será afetada por problemas do banco.

Além das mudanças no conselho, a Ambipar está enfrentando uma nova investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre seu programa de recompra de ações. A CVM já havia analisado a empresa anteriormente, levantando questões sobre operações coordenadas entre Borlenghi e o investidor Nelson Tanure. O CEO negou qualquer relação com Tanure e atribuiu a nova investigação a um erro do banco custodiante.

A Ambipar também está tomando medidas para melhorar sua saúde financeira, incluindo cortes de cerca de 1.000 postos de trabalho e a consideração de um programa de recompra de ações. A empresa possui uma dívida líquida de quase R$ 6 bilhões e busca acordos com credores para melhorar sua geração de caixa. Apesar das dificuldades, as ações da Ambipar tiveram um aumento de 1.130% no ano, embora as notas em dólares tenham apresentado perdas significativas.

A Fitch Ratings revisou a perspectiva da Ambipar para negativa, citando questões de governança que podem elevar o custo de captação. A empresa continua a analisar sua alocação de recursos e a redução de custos, enquanto busca esclarecer sua posição em relação ao Banco Master e fortalecer sua governança.

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