- A Anvisa proibiu a venda de todos os lotes do azeite da marca Los Nobles, conforme publicado no Diário Oficial da União em 16 de setembro de 2025.
- O produto foi classificado como clandestino por não ter aprovação da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia da Argentina.
- Desde o início do ano, a Anvisa e o Ministério da Agricultura já vetaram outras 20 marcas de azeite.
- Consumidores com produtos da marca devem retornar ao local de compra para troca e devem ficar atentos a preços muito baixos e ao registro da empresa no Ministério da Agricultura.
- A Deoleo, maior produtora mundial de azeite, anunciou recuperação do setor após colheita abundante na Espanha, com aumento de 65% na produção em relação à safra anterior.
A Anvisa proibiu a venda de todos os lotes do azeite da marca Los Nobles, conforme publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 16. O produto, que é comercializado como argentino, foi classificado como clandestino, pois não possui aprovação da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia da Argentina. Desde o início do ano, a Anvisa e o Ministério da Agricultura já vetaram outras 20 marcas de azeite.
Os consumidores que possuírem produtos da marca Los Nobles em casa devem retornar ao local de compra para realizar a troca. A Anvisa recomenda que os consumidores fiquem atentos a preços muito abaixo da média de mercado e verifiquem se a empresa está devidamente registrada no Ministério da Agricultura.
Recuperação do Setor
Enquanto isso, a Deoleo, maior produtora mundial de azeite de oliva, anunciou uma recuperação no setor após dois anos de baixa na produção. A colheita abundante na Espanha, que produziu 1,41 milhão de toneladas de azeite na safra 2024/2025, representa um aumento de 65% em relação à safra anterior, que foi de 855,6 mil toneladas.
Apesar de a produção ter ficado abaixo do esperado, o aumento na oferta ajudou a restaurar a confiança no setor e provocou uma queda nos preços, tanto no atacado quanto no varejo. O CEO da Deoleo, Cristóbal Valdés, afirmou que a recuperação da colheita está resultando em condições de fornecimento mais estáveis, impactando diretamente os preços na origem. Os preços da matéria-prima caíram cerca de 50% em relação ao ano anterior, refletindo a nova realidade do mercado.
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