- O Reino Unido enfrenta dificuldades para atrair investimentos do setor farmacêutico.
- Empresas como AstraZeneca e Merck suspenderam projetos, citando falta de competitividade e apoio governamental.
- AstraZeneca interrompeu um investimento de £200 milhões em Cambridge, enquanto Merck cancelou um centro de pesquisa de £1 bilhão em Londres.
- A classificação do Reino Unido em investimento estrangeiro direto no setor farmacêutico caiu de segundo para sétimo lugar entre 2017 e 2023.
- O governo britânico busca melhorar o ambiente para o setor, mas as ações até agora são consideradas insuficientes.
O Reino Unido enfrenta uma crise na atração de investimentos do setor farmacêutico, com empresas como AstraZeneca e Merck suspendendo projetos significativos. A decisão dessas companhias reflete a falta de competitividade e apoio governamental, especialmente em meio à pressão da administração Trump por preços mais baixos de medicamentos.
Recentemente, a AstraZeneca anunciou a pausa em um investimento de £200 milhões em sua unidade de pesquisa em Cambridge. Essa decisão foi precedida pela Merck, que cancelou um centro de pesquisa de £1 bilhão em Londres, citando a subavaliação de medicamentos inovadores no Reino Unido. A Eli Lilly também interrompeu investimentos em um laboratório britânico, aguardando mais clareza sobre o ambiente de ciências da vida no país.
As empresas farmacêuticas estão pressionando o governo britânico para que ofereça condições mais favoráveis, especialmente com o prazo se aproximando para que apresentem compromissos vinculativos à administração Trump. Diederik Stadig, economista da ING Research, observa que o Reino Unido pode ser o primeiro a sofrer as consequências da mudança nas estratégias de investimento das farmacêuticas, que estão se voltando mais para os Estados Unidos.
A classificação do Reino Unido em termos de investimento estrangeiro direto no setor farmacêutico caiu de segundo para sétimo lugar entre 2017 e 2023, conforme um relatório da Associação da Indústria Farmacêutica Britânica (ABPI). O CEO da ABPI, Richard Torbett, alertou que, sem um ambiente mais competitivo, o país pode perder investimentos para nações que estão adotando políticas mais agressivas para atrair capital.
O governo britânico reconhece a necessidade de melhorias, mas até agora, as ações têm sido consideradas insuficientes. O setor de ciências da vida foi destacado como uma das prioridades na estratégia industrial do governo, mas as empresas ainda esperam por avanços significativos nas negociações sobre preços de medicamentos.
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