- A Michelin anunciou planos para 2024 focados em inovações sustentáveis e uma nova unidade de reciclagem no Peru.
- O objetivo é produzir pneus 100% recicláveis até 2050.
- O presidente da Michelin América do Sul, Hervé Le Gavrian, enfatizou a importância da sustentabilidade para a descarbonização do setor.
- A empresa já possui uma planta de reciclagem de pneus de mineração no Chile e planeja expandir para o Peru em 2025.
- A Michelin também está testando o uso de casca de arroz como substituto da sílica em pneus de caminhão, com potencial para reduzir o consumo de combustível em até 9%.
A Michelin, uma das líderes globais na fabricação de pneus, anunciou planos ambiciosos para 2024, incluindo inovações sustentáveis e uma nova unidade de reciclagem no Peru. A empresa, que completou 125 anos do Guia Michelin, busca pneus 100% recicláveis até 2050.
O presidente da Michelin América do Sul, Hervé Le Gavrian, destacou a importância da sustentabilidade. “Queremos contribuir de forma significativa para a descarbonização do setor”, afirmou. A empresa já possui uma planta de reciclagem de pneus de mineração em operação no Chile e planeja expandir essa iniciativa para o Peru em 2025.
Além disso, a Michelin está testando o uso de casca de arroz como substituto da sílica em pneus de caminhão, o que pode reduzir o consumo de combustível em até 9%. Essas ações fazem parte da estratégia global da empresa para utilizar materiais renováveis e recicláveis.
Na América do Sul, a Michelin opera oito fábricas no Brasil, onde produz pneus e componentes digitais. A empresa também mantém a Reserva Ecológica Michelin, que protege 145 mil hectares de floresta e garante renda para comunidades locais.
Apesar de seus planos de crescimento, a Michelin enfrenta desafios, como a volatilidade econômica e pressões regulatórias. A companhia anunciou o encerramento gradual da fábrica de Guarulhos até o fim de 2025, devido à supercapacidade produtiva e à concorrência de produtos importados.
A Michelin continua investindo em capital humano, aplicando US$ 240 milhões anualmente em treinamentos. A diversidade e inclusão são prioridades, com metade da equipe de liderança no Brasil composta por mulheres. A empresa mantém a ambição de alcançar um lucro operacional de € 4,2 bilhões até 2026.
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