- O Federal Reserve deve reduzir as taxas de juros, o que pode beneficiar o mercado de ouro.
- A inflação nos Estados Unidos ficou em 2,9% em agosto, acima da meta de 2%.
- O Bank of America prevê que o preço do ouro chegue a US$ 4.000 por onça até 2026, impulsionado por cortes nas taxas e demanda de bancos centrais.
- Em 2025, o ouro já subiu mais de 40%, alcançando US$ 3.729 por onça, devido à incerteza econômica e à desvalorização do dólar, que caiu mais de 10%.
- Historicamente, o ouro não teve queda de preço durante períodos de afrouxamento monetário em cenários de inflação elevada.
O Federal Reserve está prestes a reduzir as taxas de juros, uma expectativa que pode beneficiar o mercado de ouro. Apesar da inflação ter permanecido em 2,9% em agosto, o banco central dos EUA está se preparando para facilitar o custo do dinheiro. Historicamente, o ouro tende a valorizar-se em períodos de cortes nas taxas, especialmente quando a inflação se mantém acima da meta de 2%.
Analistas do Bank of America projetam que o preço do ouro pode alcançar US$ 4.000 por onça até 2026, impulsionado por uma combinação de cortes nas taxas de juros e uma crescente demanda por parte de bancos centrais. Em 2025, o ouro já teve um aumento superior a 40%, atingindo US$ 3.729 por onça. Essa valorização é atribuída ao aumento da incerteza econômica e à desvalorização do dólar, que caiu mais de 10% em relação a uma cesta de moedas de parceiros comerciais.
Os analistas destacam que, nos últimos 25 anos, o ouro nunca teve uma queda de preço quando o Fed adotou uma política monetária mais flexível em um cenário de inflação elevada. O relatório do Bank of America, liderado por Michael Widmer, enfatiza que, mesmo desconsiderando a crise financeira global, o ouro apresentou um retorno médio de 13% ao ano durante períodos de “afrouxamento inflacionário”.
Além disso, a crescente preocupação com a independência do Fed sob a administração de Donald Trump tem levado os bancos centrais a aumentar suas reservas de ouro, superando a quantidade de títulos do Tesouro dos EUA. Essa tendência reflete uma estratégia de proteção contra a volatilidade do mercado e a desvalorização da moeda americana.
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