- O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano em reunião realizada em 17 de outubro.
- Esta é a segunda vez consecutiva que a taxa é mantida após um aumento de 4,50 pontos desde setembro de 2024.
- O Brasil possui a segunda maior taxa de juros reais do mundo, com 9,51%, atrás apenas da Turquia, que tem 12,34%.
- A manutenção da Selic visa controlar a inflação, que está projetada em 4,45% para os próximos 12 meses.
- As próximas reuniões do Copom estão agendadas para os dias 4 e 5 de novembro e 9 e 10 de dezembro.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quinta-feira, 17 de outubro, manter a taxa Selic em 15% ao ano. Essa é a segunda vez consecutiva que a taxa é mantida, após um ciclo de aumento que elevou a Selic em 4,50 pontos desde setembro de 2024. A decisão foi unânime e reflete a estratégia do Banco Central para controlar a inflação em um cenário econômico desafiador.
Com essa manutenção, o Brasil continua a ter a segunda maior taxa de juros reais do mundo, com 9,51%, atrás apenas da Turquia, que apresenta 12,34%. O ranking, elaborado pelo site MoneYou, também mostra que a Rússia tem 4,79%, a Colômbia 4,38% e o México 3,77%. A taxa real é um indicador importante, pois ajusta a taxa de juros pela inflação, impactando diretamente o custo do crédito e os investimentos.
A decisão do Copom ocorre em um contexto em que 83,64% dos países mantiveram suas taxas de juros, enquanto apenas 2,42% optaram por aumentá-las. A média global das taxas de juros nominais é de 5,60%, com o Brasil ocupando a quarta posição nesse ranking. A manutenção da Selic é vista como uma medida para estabilizar a economia, mesmo diante de pressões de setores que pedem cortes nas taxas.
O cenário inflacionário no Brasil permanece instável, com a inflação projetada para os próximos 12 meses em 4,45%. O Banco Central busca equilibrar o controle da inflação com o estímulo ao crescimento econômico, em um momento em que a incerteza fiscal e as tensões globais complicam a situação. As próximas reuniões do Copom estão agendadas para os dias 4 e 5 de novembro e 9 e 10 de dezembro.
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