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Blockchains enfrentarão seleção natural sem interoperabilidade, afirma líder da Stellar

Denelle Dixon destaca a relevância das stablecoins para pagamentos e propõe uma moeda pareada ao real para o Brasil, visando fortalecer a comunidade local.

Líder global da Stellar discute o futuro do setor de blockchain (Foto: Reprodução)
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  • Denelle Dixon, CEO da Stellar Development Foundation, afirmou que o mercado de criptomoedas passa por uma “seleção natural” de blockchains, enfatizando a necessidade de interoperabilidade entre as redes.
  • Durante o evento Meridian 2025, realizado no Brasil, ela destacou que nem todas as blockchains criadas por empresas conseguirão se manter.
  • Dixon ressaltou a importância das stablecoins para o futuro dos pagamentos, considerando-as essenciais para soluções financeiras do dia a dia.
  • A CEO mencionou a possibilidade de uma stablecoin pareada ao real, ressaltando o potencial do Brasil na América Latina e a necessidade de fortalecer a comunidade local da Stellar.
  • Ela alertou sobre o risco de desvalorização de moedas locais devido à adoção de stablecoins pareadas ao dólar e defendeu a criação de stablecoins ligadas a diferentes moedas.

O mercado de criptomoedas enfrenta uma “seleção natural” de blockchains, segundo Denelle Dixon, CEO da Stellar Development Foundation. Durante o evento Meridian 2025 no Brasil, ela destacou a necessidade de interoperabilidade entre as redes para garantir a sobrevivência das plataformas. Dixon, que lidera a organização há seis anos, acredita que a criação de blockchains por empresas é uma tendência crescente, mas nem todas as redes conseguirão se manter.

A executiva enfatizou a importância das stablecoins para o futuro dos pagamentos, afirmando que elas são essenciais para o desenvolvimento de soluções financeiras. “As stablecoins não são o killer app, mas sim componentes fundamentais para os serviços financeiros do dia a dia”, afirmou. Ela acredita que a utilização dessas criptomoedas pareadas a ativos está se tornando cada vez mais relevante, especialmente para pagamentos transfronteiriços.

Oportunidades no Brasil

Dixon também mencionou a possibilidade de uma stablecoin pareada ao real, destacando que essa ideia surgiu em conversas durante sua visita ao Brasil. A CEO ressaltou que o país é influente na América Latina e que a Stellar está focando em fortalecer sua comunidade local, que já existe, mas carece de maior integração. “Não podemos ignorar o valor que blockchain traz para o Brasil”, disse.

A CEO da Stellar alertou sobre o risco de a crescente adoção de stablecoins, predominantemente pareadas ao dólar, levar à desvalorização de moedas locais. Para evitar isso, ela defende a criação de stablecoins ligadas a diferentes moedas, o que poderia facilitar o acesso a serviços financeiros com taxas mais baixas.

Desafios e Futuro

Dixon também abordou os desafios que o mercado cripto enfrenta, como a necessidade de equilibrar o crescimento com a filosofia de código aberto que fundamentou a criação das blockchains. Ela traçou um paralelo com a evolução da internet, que passou de um ambiente aberto para um mais restrito, e alertou para a importância de manter a abertura no espaço cripto.

A CEO concluiu que o futuro do sistema global de pagamentos será moldado pelas stablecoins, que desempenharão um papel crucial na transferência de ativos entre redes. “Todos vão entrar na área de pagamentos, porque é o que os clientes realmente precisam”, afirmou.

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