- O setor aéreo brasileiro terá duas novas companhias focadas em rotas regionais até janeiro de 2024.
- O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou que uma delas será a Total Express, que já atua no transporte de cargas.
- A segunda companhia, em fase de estruturação, será de capital nacional e voltada exclusivamente para a aviação regional.
- O Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) disponibilizará R$ 4 bilhões em crédito via BNDES para estimular a compra de aeronaves da Embraer e facilitar a entrada de empresas “low cost” no Brasil a partir de 2026.
- O leilão do terminal de contêineres de Santos ocorrerá na segunda quinzena de dezembro, com foco na democratização do processo.
O setor aéreo brasileiro se prepara para receber duas novas companhias aéreas focadas em rotas regionais até janeiro de 2024. A informação foi divulgada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante o videocast C-Level da Folha. Uma das empresas é a Total Express, que já atua no transporte de cargas e agora planeja expandir para a aviação de passageiros. A segunda companhia, ainda em fase de estruturação, será de capital nacional e voltada exclusivamente para a aviação regional.
O Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com R$ 4 bilhões em crédito via BNDES, visa estimular a compra de aeronaves da Embraer e facilitar a entrada de empresas “low cost” no Brasil a partir de 2026. A falta de aeronaves tem sido um obstáculo significativo para a expansão do setor, conforme destacou Costa Filho. Ele enfatizou que o FNAC é um passo importante para fortalecer a aviação regional, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a malha aérea é mais deficiente.
Leilão do Terminal de Contêineres
Além das novidades no setor aéreo, o ministro também anunciou que o leilão do terminal de contêineres de Santos (SP), conhecido como Tecon 10, ocorrerá na segunda quinzena de dezembro. O Tribunal de Contas da União (TCU) está avaliando o modelo de competição, que pode ser em fase única, visando evitar a concentração de mercado. Costa Filho afirmou que a democratização do leilão é uma prioridade, desde que não comprometa a operação do porto.
O ministro também mencionou a importância de um olhar mais atento para a aviação regional, que, segundo ele, foi negligenciada em favor de rotas mais lucrativas. Com a criação de novas empresas e o apoio do FNAC, o governo espera revitalizar o setor e aumentar a conectividade entre capitais e cidades do interior.
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