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Inadimplência no agronegócio sobe para 7% e Caixa limita crédito ao setor

Inadimplência no agronegócio cresce com a alta da taxa Selic e queda nos preços das commodities, impactando a qualidade do crédito no setor.

Inadimplência no agronegócio atinge 7% na Caixa, levando à redução da oferta de crédito ao setor (Foto: Reprodução)
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  • A inadimplência no agronegócio brasileiro alcançou 7,02% no segundo trimestre de 2024, um aumento em relação a 4,3% no primeiro trimestre e 2,11% no mesmo período do ano anterior.
  • A Caixa Econômica Federal registrou um lucro recorrente de R$ 3,682 bilhões, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior, apesar do aumento da inadimplência.
  • A carteira de crédito da Caixa para o setor agro totalizou R$ 60,5 bilhões, com alta de 2,6% em relação ao ano anterior, mas queda de 4,8% em comparação a março.
  • Especialistas apontam a alta da taxa Selic, a queda nos preços das commodities e o aumento das recuperações judiciais como fatores que contribuíram para o aumento da inadimplência.
  • O Banco do Brasil também enfrenta dificuldades, com a inadimplência subindo para 4,21%, em comparação a 3% do ano anterior.

A inadimplência no agronegócio brasileiro atingiu 7,02% no segundo trimestre de 2024, um aumento alarmante em relação aos 4,3% do primeiro trimestre e 2,11% do mesmo período do ano passado. Esse cenário se agrava apesar da expectativa de uma colheita recorde de grãos, que deveria impulsionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

A Caixa Econômica Federal reportou um saldo de R$ 60,5 bilhões em sua carteira de crédito para o setor agro, representando uma alta de 2,6% em relação ao ano anterior, mas uma queda de 4,8% em comparação a março. Marcos Brasiliano Rosa, vice-presidente de finanças da Caixa, destacou que as novas contratações de crédito totalizaram R$ 5,7 bilhões no período, mas enfatizou a necessidade de estabilizar o segmento e melhorar a qualidade do crédito, indicando uma restrição na oferta.

Os especialistas apontam três fatores principais para o aumento da inadimplência: a alta da taxa Selic, atualmente em 15%, a queda nos preços das commodities e um aumento nas recuperações judiciais entre os produtores. O Banco do Brasil também enfrenta um cenário crítico, com a inadimplência subindo para 4,21%, em comparação a 3% do ano anterior.

Desempenho da Caixa

Apesar do aumento da inadimplência, a Caixa registrou um lucro recorrente de R$ 3,682 bilhões no segundo trimestre, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Nos primeiros seis meses de 2024, o lucro líquido recorrente foi de R$ 8,9 bilhões, um aumento de 44,9% em relação ao mesmo período de 2023. A receita de intermediação financeira cresceu 25% nos primeiros seis meses do ano.

A inadimplência total da Caixa, que inclui todos os setores, subiu para 2,66% em junho, comparado a 2,20% em junho de 2023. A carteira de crédito totalizou R$ 1,294 trilhão, com um crescimento de 10,1% no ano. No setor imobiliário, a Caixa manteve uma participação de 67,6%, com um saldo de R$ 875,4 bilhões.

Novas Estratégias de Crédito

O governo está desenvolvendo um novo modelo de captação para o crédito imobiliário, que deverá ser testado antes de sua implementação. O objetivo é criar alternativas aos recursos da poupança, que têm se mostrado insuficientes. A expectativa é que a proposta seja apresentada em outubro, com projeções de crescimento entre 7,5% e 11,5% no crédito imobiliário da Caixa para este ano.

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