- Donald Trump intensificou sua retórica contra a China, acusando o país de roubo comercial e implementando tarifas elevadas sobre produtos chineses.
- As exportações chinesas para os Estados Unidos caíram 25% nos últimos três meses, reduzindo sua participação nas exportações totais de 15% para 10%.
- Em contrapartida, as vendas da China para outros mercados, como a África e a ASEAN, aumentaram, impulsionadas pela Iniciativa Cinturão e Rota.
- No primeiro semestre de 2025, os contratos relacionados à Iniciativa Cinturão e Rota atingiram um recorde de US$ 120 bilhões, com a África recebendo mais de US$ 30 bilhões em contratos de construção.
- A China também está transferindo operações para países da ASEAN, como Indonésia e Malásia, aumentando os embarques para Tailândia e Vietnã em 25% em relação ao ano anterior.
Retórica de Trump contra a China intensifica e exportações chinesas para os EUA caem
Desde que Donald Trump reassumiu a presidência, sua retórica contra a China se intensificou. Em declarações recentes, ele acusou o país de ser o “maior ladrão” no comércio global e implementou tarifas elevadas sobre produtos chineses. Essas medidas visam não apenas o comércio, mas também a luta contra o tráfico de fentanil.
Dados recentes mostram que as exportações chinesas para os Estados Unidos caíram 25% nos últimos três meses, reduzindo a participação do país nas exportações chinesas de 15% para 10%. Em contrapartida, as vendas da China para outros mercados, como a África e a ASEAN, aumentaram significativamente, impulsionadas pela Iniciativa Cinturão e Rota.
A Iniciativa Cinturão e Rota
A Iniciativa Cinturão e Rota, lançada em 2013, tem se mostrado uma estratégia eficaz para a China. No primeiro semestre de 2025, os contratos e investimentos relacionados à iniciativa atingiram um recorde de US$ 120 bilhões. A África se destaca, com contratos de construção que somam mais de US$ 30 bilhões, cinco vezes mais do que no mesmo período do ano anterior.
As exportações chinesas para a Nigéria, por exemplo, aumentaram mais de 50% em comparação ao ano anterior, devido à demanda por equipamentos de infraestrutura. O Egito também tem buscado empréstimos da BRI, enquanto o Quênia planeja converter empréstimos em dólares para yuans.
Mudanças nas Cadeias de Suprimento
Além disso, a China está adaptando sua produção dentro da ASEAN, transferindo operações para países como Indonésia e Malásia. Isso visa atender às regras de origem do bloco e minimizar o transbordo de produtos. Entre junho e agosto, os embarques da China para a Tailândia e o Vietnã aumentaram 25% em relação ao ano anterior, com destaque para eletrônicos e máquinas.
Enquanto isso, as importações mexicanas da China caíram 6% no mesmo período, e novas tarifas sobre produtos chineses estão sendo consideradas pelo governo mexicano. A estratégia de Trump de isolar a China pode estar criando um efeito contrário, com dados comerciais indicando que o mundo fora dos Estados Unidos está comprando mais produtos chineses do que nunca.
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