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Super-ricos diversificam investimentos em emergentes e criptomoedas nos EUA

Family offices mostram maior cautela com ações de mercados desenvolvidos e priorizam investimentos em mercados emergentes e ativos digitais.

Notas de dólar (Foto: Reprodução)
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  • O relatório 2025 Global Family Office Report do Citi Wealth mostra que os family offices estão mais cautelosos com o cenário econômico global.
  • O otimismo com ações de mercados desenvolvidos caiu de 30% em 2024 para 17% em 2025.
  • O interesse por papéis de mercados emergentes aumentou de 4% para 11%, enquanto o otimismo em relação a hedge funds subiu de 0% para 14%.
  • Apesar das mudanças de sentimento, as alocações gerais permanecem semelhantes, com 27% em ações públicas e 15% em renda fixa.
  • A pesquisa indica que 70% dos family offices investiram em empresas privadas no último ano, refletindo uma estratégia conservadora.

Os family offices estão cada vez mais cautelosos em relação ao cenário macroeconômico global, conforme aponta o relatório 2025 Global Family Office Report do Citi Wealth. O estudo, que entrevistou 346 family offices de 45 países, revela uma queda no otimismo com ações de mercados desenvolvidos, como os EUA, e um aumento no interesse por papéis de mercados emergentes e ativos digitais.

O otimismo líquido com ações de mercados desenvolvidos caiu de 30% em 2024 para 17% em 2025. O mesmo padrão se observa em investimentos diretos em empresas privadas, que passaram de 36% para 15%, e em fundos de private equity, que caíram de 26% para 7%. Em contrapartida, o otimismo em relação a papéis de mercados emergentes subiu de 4% para 11%, enquanto o interesse por hedge funds aumentou de 0% para 14%.

Mudanças nas Alocações

Apesar da mudança de sentimento, as alocações gerais permanecem semelhantes ao ano anterior. Os family offices ainda priorizam ações públicas, com uma alocação média de 27%, seguidas por renda fixa (15%) e caixa (13%). O investimento direto em imóveis representa 12%, enquanto private equity e hedge funds têm alocações de 9% e 5%, respectivamente.

O relatório também destaca que, embora o interesse por ativos digitais tenha crescido, 69% dos entrevistados ainda não os consideram prioridade. Apenas 15% alocaram até 5% em criptomoedas, e um pequeno grupo de 3% investiu entre 5% e 10%. O interesse por ativos digitais tende a ser maior entre family offices maiores, com 39% dispostos a investir nessa área.

Perspectivas Futuras

Os family offices estão se adaptando às incertezas econômicas e buscando novas oportunidades. Hannes Hofmann, do Citi Wealth, ressalta que esses investidores estão focando em tendências de longo prazo, como inteligência artificial e novas infraestruturas. Apesar das preocupações com a inflação e a geopolítica, 45% dos entrevistados esperam retornos entre 5% e 10% para 2025, enquanto 38% acreditam que os retornos podem superar 10%.

A pesquisa também revela que 70% dos family offices realizaram investimentos diretos em empresas privadas no último ano, com 40% aumentando sua exposição. O foco em investimentos em estágios de crescimento reflete uma estratégia mais conservadora, priorizando empresas com potencial de retorno elevado.

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