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Corrida ao ouro cresce em meio a instabilidade global e redução de juros

Ouro registra alta de 26,43% no Brasil até setembro de 2025, com expectativa de continuidade da valorização até o final do ano.

Preço do ouro subiu 26,43% neste ano
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  • O mercado de ouro valorizou 26,43% no Brasil até setembro de 2025, atingindo recordes históricos.
  • A alta é impulsionada por cortes de juros nos Estados Unidos e aumento nas compras de bancos centrais, reforçando a demanda global.
  • A cotação da onça-troy chegou a R$ 18,8 mil para compra e R$ 21,6 mil para venda.
  • Especialistas projetam que a tendência de valorização deve continuar até o final de 2025, podendo superar a alta de 38,22% em 2024.
  • A diversificação das reservas dos bancos centrais e a volatilidade do mercado de ações podem influenciar a valorização do ouro, que permanece um ativo defensivo em tempos de crise.

O mercado de ouro continua a se destacar como um porto seguro em meio a incertezas econômicas e geopolíticas. Até setembro de 2025, o metal precioso valorizou 26,43% no Brasil, atingindo recordes históricos. Essa alta é impulsionada por cortes de juros nos Estados Unidos e um aumento nas compras de bancos centrais, que reforçam a demanda global.

No acumulado deste ano, a cotação da onça-troy, unidade de medida para o ouro, alcançou R$ 18,8 mil para compra e R$ 21,6 mil para venda. Especialistas projetam que a tendência de valorização deve se manter até o final de 2025, podendo até superar o desempenho de 2024, que foi de 38,22%. Marco Antonio Mecchi, diretor de Investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, destaca que apenas em agosto, entraram US$ 5,5 bilhões em ETFs de ouro, principalmente dos EUA e Europa.

Fatores de Valorização

Os fatores que influenciam o preço do ouro vão além do cenário local. O enfraquecimento do dólar e as tensões geopolíticas são cruciais. Mauriciano Cavalcante, da Ourominas, explica que, mesmo com o real valorizado, a alta global do ouro continua a ser o principal motor de valorização. A escassez do metal e a liquidez no mercado internacional também são determinantes.

A expectativa é que o ouro mantenha um ciclo de alta, especialmente se os cortes de juros nos EUA se concretizarem. Paulo Cunha, CEO da iHub Investimentos, observa que o ouro pode atingir novas máximas históricas, mas não de forma linear, enfrentando correções ao longo do caminho.

Oportunidades e Riscos

A diversificação das reservas dos bancos centrais em resposta à fragilidade do dólar tem contribuído para a valorização do ouro. Essa mudança de estratégia reflete uma perda de confiança na moeda americana, que, segundo especialistas, pode levar a uma realocação de longo prazo em ativos como o ouro.

Embora o metal continue a ser um ativo defensivo em tempos de crise, sua volatilidade pode ser acentuada por oscilações do mercado de ações e mudanças no apetite global por risco. A alocação em ouro varia de 3% a 10% em carteiras, podendo chegar a 25% em investimentos mais especializados. O brilho do ouro, portanto, permanece forte em um cenário global marcado por incertezas.

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