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Sabesp adquire Emae por R$ 1,13 bilhão e assume participações de Tanure e Eletrobras

Sabesp adquire 70,1% da Emae por R$ 1,13 bilhão para fortalecer controle sobre reservatórios e segurança hídrica de São Paulo.

Inaugurada em 1940, a Usina Elevatória São Paulo | Sabesp compra Emae por R$ 1,13 bi ao incorporar participações de Tanure e Eletrobras | (Divulgação/Emae)
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  • A Sabesp, companhia de saneamento de São Paulo, anunciou a compra de 70,1% da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) por R$ 1,13 bilhão.
  • A transação envolve a aquisição de ações da Emae da Vórtx e da Eletrobras e visa fortalecer a segurança hídrica da Grande São Paulo, especialmente dos reservatórios Guarapiranga e Billings.
  • A operação é dividida em dois contratos: a compra de 74,9% das ações ordinárias por R$ 59,33 cada e 66,8% das ações preferenciais por R$ 32,07 cada, totalizando R$ 476,5 milhões.
  • A conclusão da compra depende de aprovações regulatórias, e a Sabesp realizará uma teleconferência com investidores para discutir a aquisição.
  • A Emae informou que tomou conhecimento da venda apenas por comunicados públicos e que suas operações seguem normais, enquanto busca mais informações sobre a transação.

A Sabesp, companhia de saneamento de São Paulo, anunciou a aquisição de 70,1% da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) por R$ 1,13 bilhão. A transação, que envolve a compra de ações da Emae da Vórtx e da Eletrobras, visa fortalecer a segurança hídrica da Grande São Paulo, especialmente no que diz respeito aos reservatórios Guarapiranga e Billings.

A operação foi formalizada em dois contratos distintos. O primeiro envolve a compra de 74,9% das ações ordinárias da Emae por R$ 59,33 cada, enquanto o segundo diz respeito à aquisição de 66,8% das ações preferenciais da Emae por R$ 32,07 cada, totalizando R$ 476,5 milhões. A conclusão da compra está sujeita a aprovações regulatórias.

Reforço na Estrutura Financeira

Com essa aquisição, a Sabesp não apenas ganha controle sobre importantes reservatórios, mas também reforça sua estrutura financeira, uma vez que a Emae possui ativos de geração elétrica que garantem receita de longo prazo. Essa movimentação é estratégica, considerando que a companhia já havia sido privatizada em 2024, com a Equatorial como acionista de referência.

A integração da Emae permitirá uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos em um momento crítico, em que o estado enfrenta um inverno com chuvas abaixo da média histórica. Os reservatórios estão com níveis baixos, o que torna a operação ainda mais relevante.

Aprovações e Teleconferência

A Sabesp realizará uma teleconferência com investidores nesta segunda-feira (6), às 10h, para discutir os detalhes da aquisição. A Emae, por sua vez, informou que tomou conhecimento da venda de suas ações apenas através de comunicados públicos e que suas operações seguem normais, enquanto busca mais informações sobre a transação.

A venda da Emae também se alinha à estratégia da Eletrobras de simplificação de seu portfólio de ativos. Contudo, detalhes sobre sinergias financeiras e a capacidade adicional de fornecimento de água dos reservatórios ainda não foram divulgados. A conclusão da compra depende de regulamentações e condições específicas que ainda precisam ser atendidas.

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