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Investidores pedem preço mais alto na recompra de títulos perpétuos da Vale

Grupo detentores, 38% dos papéis, mira R$ 50 por título; negociação com Seneca Evercore inicia na próxima semana; Vale propôs recompra de US$ 3 bilhões a R$ 42

Investidores pedem preço melhor na recompra de títulos perpétuos da Vale, dizem fontes | Os detentores dos títulos não podem bloquear a recompra e não está claro se a Vale está disposta a aumentar sua oferta
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  • Um grupo de investidores que detém cerca de 38% das debêntures perpétuas da Vale pressiona a mineradora por uma oferta mais vantajosa na recompra de US$ 3 bilhões, buscando próximo de R$ 50 por título. A proposta inicial da empresa é de R$ 42 por título; a Seneca Evercore deve atuar como assessora, com negociações para começar na próxima semana. Não está claro se a Vale aumentará a oferta, e os detentores não têm poder para impedir a recompra.
  • As debêntures não possuem cupom fixo e distribuem renda com base na receita líquida de vendas de minério de ferro, cobre e ouro, o que aumenta o custo para a Vale.
  • Os títulos foram emitidos na privatização da empresa, em 1990, e hoje representam custos elevadíssimos para a mineradora.
  • O mercado de debêntures da Vale está estruturado, com cerca de 388,6 milhões de notas em circulação, negociadas a aproximadamente R$ 41,8.
  • O prazo para adesão dos detentores à oferta é até 31 de outubro e o desenrolar das negociações pode alterar a relação da empresa com investidores.

Um grupo de investidores que detém debêntures perpétuas da Vale está pressionando a mineradora por uma oferta mais vantajosa em relação à recompra de US$ 3 bilhões. A proposta inicial da companhia é de R$ 42 por título, mas os investidores buscam um valor mais próximo de R$ 50. As debêntures foram emitidas durante a privatização da empresa em 1990 e atualmente apresentam altos custos para a Vale.

A negociação com a boutique de assessoria financeira Seneca Evercore deve começar na próxima semana. Os detentores, que representam cerca de 38% dos papéis, estão organizados e prontos para discutir os termos. Apesar da pressão, não está claro se a Vale está disposta a aumentar sua oferta, e os investidores não têm poder para bloquear a recompra.

Esses títulos, que não possuem cupom fixo, distribuem renda com base na receita líquida de vendas de minério de ferro, cobre e ouro, o que os torna cada vez mais onerosos para a mineradora. A Vale espera que o momento atual seja propício para a recompra, conforme foi indicado por analistas do Banco BTG Pactual. O prazo para os detentores aderirem à oferta expira em 31 de outubro.

O mercado de debêntures da Vale é complexo, com cerca de 388,6 milhões de notas em circulação, atualmente negociadas a aproximadamente R$ 41,8. O desenrolar das negociações poderá impactar a estrutura financeira da empresa e a relação com seus investidores.

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