- Ambipar pediu recuperação judicial na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e apresentou pedido de Chapter 11 nos Estados Unidos (Texas) para proteção contra credores.
- A empresa enfrenta dívida superior a R$ 11 bilhões, ações caíram mais de 95% desde setembro e o valor de mercado ficou abaixo de US$ 200 milhões; títulos estavam cotados a 13 centavos de dólar.
- Investigações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre irregularidades no programa de recompra de ações; demissão do ex-diretor financeiro; Standard & Poor’s (S&P Global Ratings) rebaixou a classificação de risco da companhia.
- A decisão de buscar proteção foi anunciada na noite de segunda-feira (20), com o objetivo de preservar operações, empregos e valor para acionistas.
- A Ambipar é controlada por Tercio Borlenghi Junior; CVM já analisou e rejeitou acusações de compras coordenadas com Nelson Tanure; situação serve como alerta para investidores em dívidas corporativas no Brasil.
A Ambipar, empresa brasileira de gestão de resíduos, pediu recuperação judicial na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e apresentou um pedido de Chapter 11 nos Estados Unidos, em meio a uma crise financeira severa. A companhia enfrenta uma dívida superior a R$ 11 bilhões, queda acentuada nas ações e investigações da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por supostas irregularidades em seu programa de recompra de ações.
A decisão de buscar proteção contra credores foi anunciada na noite de segunda-feira (20), com o objetivo de preservar operações, empregos e o valor para acionistas. A Ambipar, que viu suas ações despencarem mais de 95% desde setembro, se junta a outras empresas em dificuldades, como o banco de crédito Tricolor Holdings, que também declarou falência recentemente.
Contexto Financeiro
A situação da Ambipar se deteriorou rapidamente, levando credores a antecipar o vencimento de dívidas. A empresa, que tinha mais de R$ 11 bilhões em empréstimos até junho, viu seus títulos serem negociados a apenas 13 centavos de dólar, uma queda drástica em relação aos 90 centavos em agosto. Seu valor de mercado caiu para menos de US$ 200 milhões.
A crise foi exacerbada por alegações de irregularidades financeiras, incluindo a demissão abrupta do ex-diretor financeiro. A S&P Global Ratings rebaixou a classificação de risco da empresa, classificando o pedido de recuperação como uma reestruturação geral de suas obrigações.
Investigações em Andamento
A Ambipar, controlada por Tercio Borlenghi Junior, está sob investigação por possíveis fraudes no programa de recompra de ações. A CVM já analisou e rejeitou alegações de compras coordenadas envolvendo Borlenghi e o investidor Nelson Tanure. A situação atual é um alerta para investidores em dívidas corporativas brasileiras, que enfrentam um cenário de crescente instabilidade no mercado.
A empresa anunciou que o pedido de recuperação judicial visa garantir a continuidade das operações e proteger os interesses dos acionistas, diante de um ambiente econômico desafiador e de desconfiança crescente no mercado.
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