- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (23) estar bastante incomodado com a inflação fora da meta durante o Fórum Econômico Indonésia-Brasil, em Jacarta.
- Não houve previsão de quando a inflação voltará à meta de 3% com margem de 1,5 ponto percentual, e o dirigente ressaltou que a desinflação está em curso, mas as expectativas ainda não estão alinhadas.
- Dados do Focus apontam IPCA de 4,70% neste ano, setembro com alta de 0,48% e acumulado de 12 meses em 5,17%.
- Galípolo disse que o Banco Central mantém política monetária restritiva por período prolongado para orientar a inflação à meta.
- A Selic está em 15% e deve permanecer nesse patamar, com cautela para equilibrar crescimento econômico e estabilidade de preços.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressou nesta quinta-feira (23) seu desconforto com a inflação que continua fora da meta estabelecida. Durante sua participação no Fórum Econômico Indonésia-Brasil, em Jacarta, ele destacou que, apesar de um processo de desinflação em andamento, as expectativas inflacionárias ainda não estão alinhadas ao objetivo de 3% com uma margem de 1,5 ponto percentual.
Os dados mais recentes da pesquisa Focus indicam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano com uma alta de 4,70%, com setembro apresentando um aumento de 0,48%. O acumulado em 12 meses chega a 5,17%. Galípolo não forneceu previsões sobre quando a inflação poderá atingir a meta, mas reafirmou a necessidade de uma política monetária restritiva por um período prolongado.
Postura Monetária Restritiva
A taxa Selic, atualmente em 15%, deve permanecer nesse nível elevado para orientar a inflação de volta à meta. Galípolo enfatizou que, mesmo em um ciclo de crescimento econômico, a inflação demanda uma postura cautelosa do Banco Central. Ele afirmou que a combinação de baixo desemprego e crescimento positivo é possível, mas requer uma taxa de juros restritiva para garantir a convergência da inflação.
Em sua análise, Galípolo ressaltou que o Banco Central está diligente e tempestivo no combate à inflação, buscando equilibrar o crescimento econômico com a estabilidade de preços. A autoridade monetária permanece atenta às condições econômicas para ajustar sua estratégia conforme necessário.
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