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Galípolo diz estar incomodado com inflação e aposta em Selic alta

Galípolo diz que inflação fora da meta mantém Selic em patamar elevado; Lula e Gleisi pressionam por redução, com continuidade de regime monetário restritivo

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Foto: Alexandre Boiczar / Banco Central
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em Jacarta que a inflação brasileira ainda não está na meta e que a Selic deve permanecer elevada nos próximos meses.
  • Nos últimos doze meses, o IPCA acumula 5,17%, ainda acima do centro da meta de 3% ao ano.
  • A taxa Selic está fixada em 15%, mantendo o Brasil com uma das maiores taxas reais de juros do mundo.
  • A ata da última reunião do Copom indicou que a política monetária deve seguir em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.
  • Lula e Gleisi Hoffmann já questionam e pressionam pela redução da Selic, enquanto o governo continua sob regime monetário restritivo.

Nas últimas semanas, o Banco Central tem mantido a Selic em 15% ao ano, sinalizando uma política monetária fortemente contracionista. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses ficou em 5,17%, ainda acima da meta de 3%.

O BC vem destacando que a inflação está aquecida em relação ao centro da meta, mesmo com sinais de queda gradual. A autoridade afirma que há necessidade de manter juros elevados por um período prolongado para conter o processo inflacionário.

Fórum internacional revela postura do BC

Em Jacarta, durante o Fórum Econômico Indonésia-Brasil, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a inflação brasileira ainda não chegou à meta, o que sustenta a manutenção de juros altos no curto prazo. Ele ressaltou que a inflação está em linha com a trajetória de redução esperada pelo BC, mas permanece acima do objetivo.

A fala ocorre após o Copom sinalizar, na ata de setembro, que a política monetária deve permanecer em patamar fortemente contracionista por um período considerável. A ata também apontou que, apesar da inflação fora da meta, o desemprego segue baixo e o crescimento, ainda que moderado, persiste.

No cenário político, integrantes do governo têm divergências sobre a política de juros. A ministra Gleisi Hoffmann sustenta que a atual taxa está excessiva, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, antes de viajar à Ásia, que haja redução da Selic. As divergências envolvem a estratégia de condução monetária diante da inflação.

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