- Axel Weber, ex-presidente do conselho do UBS, disse no Bund Summit em Xangai que surgirão “aristocratas da IA” e pediu políticas públicas de requalificação para evitar perdas em massa no mercado de trabalho.
- Ele afirmou que a inteligência artificial pode acentuar desigualdades, beneficiando alguns e deixando outros para trás, em um cenário de ganhos jamais vistos com a tecnologia.
- Weber mencionou que líderes globais, como Christine Lagarde e Andrew Bailey, já alertaram sobre efeitos da IA no emprego, reforçando a necessidade de medidas de proteção social.
- O ex-banqueiro destacou a necessidade de políticas públicas para requalificação dos trabalhadores, alertando que o número de pessoas fora do mercado pode aumentar se não houver ações adequadas, especialmente entre profissionais mais velhos.
- Huang Yiping, assessor do banco central da China, também pediu distribuição mais equitativa dos benefícios da IA e afirmou que é crucial ajudar quem perder o emprego a adquirir novas habilidades para prosperar na nova economia.
O ex-presidente do conselho do UBS, Axel Weber, alertou sobre o surgimento de uma nova elite global, os “aristocratas da IA”, durante o Bund Summit em Xangai. Ele destacou que a inteligência artificial pode acentuar desigualdades e provocar perdas em massa de empregos, exigindo políticas de requalificação para mitigar esses impactos.
Weber enfatizou que a tecnologia poderá beneficiar desproporcionalmente alguns indivíduos, criando uma divisão entre os que conseguem se adaptar e aqueles que ficam para trás. “Veremos pessoas que colherão os benefícios dessa nova tecnologia de uma forma que nunca vimos antes”, afirmou. Essa preocupação ecoa alertas de líderes globais, como Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, e Andrew Bailey, do Banco da Inglaterra, sobre os efeitos da IA no mercado de trabalho.
Necessidade de Requalificação
Para Weber, a solução passa pela criação de políticas públicas que promovam a requalificação dos trabalhadores. Ele advertiu que, se não forem adotadas medidas adequadas, o número de pessoas fora do mercado de trabalho pode ser maior do que em crises anteriores. “As consequências seriam enormes”, disse ele, ressaltando que os trabalhadores mais velhos enfrentam desafios adicionais na adaptação a essa nova realidade.
Além de Weber, Huang Yiping, assessor do banco central da China, também pediu uma distribuição mais equitativa dos benefícios trazidos pela adoção da IA. Ele defendeu que é fundamental ajudar os trabalhadores que perderem seus empregos a adquirir novas habilidades e prosperar na nova economia, evitando assim um aumento da desigualdade social.
A discussão sobre o impacto da IA no emprego e na sociedade continua a ganhar relevância, à medida que a tecnologia avança e suas implicações se tornam mais evidentes.
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