- As stablecoins ficaram em evidência no Brasil, onde cerca de 90% das moedas digitais em circulação são stablecoins, usadas para preservar valor, pagamentos internacionais e remessas. Elas conectam finanças tradicionais e cripto, com tokens como USDT e USDC lastreados em dólar.
- A regulamentação ganhou ritmo: o FMI alertou para riscos à estabilidade financeira caso haja crescimento desordenado dessas moedas; no Brasil, há expectativa de convivência de várias stablecoins e avanços de projetos nacionais como o DREX.
- A adoção facilita transferências internacionais e pode substituir métodos tradicionais caros, como o SWIFT. Em 2024, por exemplo, o boxeador Oleksandr Usyk realizou transferência de US$ 100 mil via stablecoins devido a restrições do sistema bancário.
- Olhando para o futuro, especialistas dizem que as regras devem acompanhar a inovação e promover segurança. O CIO da Underblock, Paulo Camargo, afirma que as stablecoins não ameaçam o sistema financeiro, mas representam sua evolução, com um ecossistema diversificado, incluindo moedas nacionais.
As stablecoins emergiram como protagonistas no universo das criptomoedas, especialmente em países com alta volatilidade cambial, como o Brasil. Cerca de 90% das moedas digitais em circulação no país são stablecoins, segundo a Chainalysis. Elas se tornaram essenciais para a preservação de valor, pagamentos internacionais e remessas, funcionando como uma ponte entre as finanças tradicionais e o mercado cripto.
Esse crescimento é impulsionado por sua funcionalidade, que combina segurança e rapidez. As stablecoins, como USDT e USDC, são lastreadas em ativos de valor fixo, como o dólar, permitindo que usuários preservem seu poder de compra em contextos econômicos desafiadores. Um estudo do Standard Chartered prevê que essas moedas digitais podem drenar até US$ 1 trilhão de depósitos em bancos de economias emergentes nos próximos anos.
Regulamentação em Foco
Com a ascensão das stablecoins, a regulamentação se tornou uma prioridade. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou para os riscos à estabilidade financeira que podem surgir com o crescimento desordenado desses ativos, destacando possíveis impactos na política monetária. No Brasil, espera-se um ecossistema onde diversas stablecoins coexistam, incluindo o DREX, projeto nacional que reflete um avanço regulatório alinhado ao mercado.
A General Manager da Conduit Brasil, Sofia Düesberg, ressalta que, em regiões com inflação elevada, as stablecoins ajudam a mitigar a perda de valor das moedas locais. Elas facilitam transferências internacionais, substituindo métodos tradicionais, como o SWIFT, que são mais caros e burocráticos. Um exemplo prático ocorreu em 2024, quando o boxeador Oleksandr Usyk realizou uma transferência de US$ 100 mil via stablecoins, impossibilitada pelo sistema bancário tradicional devido a restrições.
Perspectivas Futuras
O futuro das stablecoins parece promissor, mas a regulamentação deve acompanhar a inovação. Especialistas apontam que as regras devem estimular a adoção e garantir a segurança do sistema financeiro. O CIO da Underblock, Paulo Camargo, destaca que as stablecoins não representam uma ameaça ao sistema financeiro tradicional, mas sim sua evolução.
A expectativa é que um ecossistema diversificado de stablecoins, incluindo as nacionais, se estabeleça, refletindo as necessidades específicas de diferentes operações financeiras. O crescimento contínuo dessas moedas digitais evidencia a mudança no perfil do investidor na América Latina, que prioriza a utilidade em detrimento da especulação.
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