- O Grupo Madero anunciou 292 dark kitchens para empanadas destinadas ao delivery, com testes no Sul e uso do Jeronimo dentro de lojas; 130 unidades híbridas devem funcionar até 2026, sem novas unidades próprias.
- A decisão representa uma mudança em relação à postura de Junior Durski, que em 2022 criticou o modelo por custos elevados e baixa escalabilidade.
- A recuperação financeira aparece com dívida renegociada para R$ 700 milhões e caixa em R$ 357 milhões; o delivery já representa 21,7% da receita líquida, e o lucro do trimestre foi de R$ 23,1 milhões.
- As empanadas devem ser preparadas em cinco minutos, manter calor por até 50 minutos, e há previsão de vender 17 milhões de unidades até 2026, gerando entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões de Ebitda adicional.
- As vendas serão via iFood e 99Food; quatro sabores concentram 90% das vendas; o objetivo é ampliar o delivery sem prejudicar restaurantes; a abertura de capital continua nos planos para 2026, com Bruno Gentil como novo CFO para melhorar governança.
O Grupo Madero anunciou uma mudança significativa em sua estratégia de negócios, apostando na criação de 292 dark kitchens para a produção de empanadas destinadas ao delivery. A decisão marca uma reviravolta em relação à postura do CEO e fundador Junior Durski, que, em 2022, havia criticado esse modelo, alegando custos elevados e baixa escalabilidade. A nova operação, que deve ser lançada em escala nacional após o Natal, visa aumentar as vendas e o Ebitda da empresa.
A estratégia é impulsionada pela recuperação financeira do Madero, que, em 2022, enfrentava uma dívida de quase R$ 1 bilhão e um caixa limitado de R$ 35 milhões. Atualmente, a dívida foi renegociada para R$ 700 milhões, e o caixa aumentou para R$ 357 milhões. Durski acredita que a produção de empanadas, que são preparadas em apenas cinco minutos e mantêm o calor por até 50 minutos, resolverá os problemas de entrega que afetavam os hambúrgueres da rede.
Expansão e Parcerias
Além das dark kitchens, o Madero planeja instalar 130 unidades híbridas do Jeronimo dentro de seus restaurantes até 2026. Essa estratégia tem como objetivo diversificar a oferta sem a necessidade de abrir novas unidades. Em testes realizados no Sul, o modelo híbrido já demonstrou um crescimento de 19,5% no faturamento no terceiro trimestre em comparação ao ano anterior.
As empanadas, que serão vendidas em plataformas como iFood e 99Food, são uma resposta à demanda do mercado, com quatro sabores principais que concentram 90% das vendas. Durski também afirmou que a empresa espera vender 17 milhões de empanadas até 2026, o que deve adicionar entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões ao Ebitda anual.
Resultados e Futuro
O canal de delivery já representa 21,7% da receita líquida do Madero, e a empresa busca aumentar essa participação sem prejudicar as vendas nos restaurantes físicos. A abertura de capital na bolsa continua nos planos, mas não deve ocorrer antes de 2026, devido à cautela dos investidores em anos eleitorais.
Com um lucro de R$ 23,1 milhões no terceiro trimestre, o Madero demonstra uma performance sólida em um cenário desafiador. A chegada de Bruno Gentil como novo CFO é vista como uma oportunidade para aprimorar a governança e otimizar operações.
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