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Buraco de 3 bi expõe risco de área plantada ficar sem seguro rural em 2025

Brasil pode encerrar 2025 com cobertura de seguro rural no mesmo patamar de uma década atrás caso contratações se mantenham déficit do PSR chega a ~R$ 3 bi

Produtor rural observa as perdas em sua lavoura de milho
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  • O agronegócio brasileiro, que representa 25% do PIB, enfrenta crise na cobertura de seguro rural. Um estudo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) aponta que, se as contratações permanecerem, o Brasil pode encerrar 2025 com a cobertura no mesmo patamar de uma década atrás. Hoje, 2,3% da área plantada está segurada, totalizando cerca de 2,2 milhões de hectares.

  • O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) deveria ter orçamento de R$ 4 bilhões, mas hoje conta com apenas R$ 1 bilhão, gerando déficit de R$ 3 bilhões e comprometendo a proteção financeira dos produtores. O economista Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, ressalta que baixa cobertura deixa milhares de agricultores vulneráveis.

  • Em comparação internacional, os Estados Unidos cobrem cerca de 90% da área plantada das principais culturas, com o governo subsidiando 60% do valor do prêmio, evidenciando a diferença de políticas públicas.

  • A situação exige atuação urgente de autoridades e setor privado para evitar que a proteção financeira do agronegócio encolha, comprometendo a sustentabilidade do setor.
  • A falta de investimentos no PSR pode impactar a resiliência dos produtores diante de eventos climáticos extremos e da estabilidade da economia nacional.

O agronegócio brasileiro, que representa 25% do PIB nacional, enfrenta uma grave crise na cobertura de seguro rural. Um estudo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revela que, se as contratações atuais continuarem, o Brasil pode encerrar 2025 com a cobertura de seguro no mesmo nível de uma década atrás. Atualmente, apenas 2,3% da área plantada está segurada, totalizando cerca de 2,2 milhões de hectares.

O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), criado entre 2004 e 2006, deveria ter um orçamento de R$ 4 bilhões, mas atualmente conta com apenas R$ 1 bilhão. Isso resulta em um déficit de R$ 3 bilhões, comprometendo a proteção financeira dos produtores. O economista Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, destaca que a baixa área segurada deixa milhares de agricultores vulneráveis a perdas significativas em uma única safra.

Comparação Internacional

Enquanto o Brasil luta para expandir sua cobertura, os Estados Unidos apresentam um modelo mais robusto. O programa federal americano cobre cerca de 90% da área plantada das principais culturas, com o governo subsidiando 60% do valor do prêmio. Essa diferença acentua a necessidade de um fortalecimento das políticas de seguro rural no Brasil para garantir a resiliência dos produtores diante de eventos climáticos extremos.

A situação atual exige uma atenção urgente das autoridades e do setor privado para evitar que a proteção financeira do agronegócio continue encolhendo. A falta de investimentos adequados no PSR pode comprometer a sustentabilidade do setor, crucial para a economia nacional.

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