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Uso de IA no iFood tem impacto crescente no resultado operacional, afirma CEO

IA já responde por trinta por cento do resultado operacional do iFood; projeção aponta quarenta e cinco por cento do EBITDA, diz o CEO no Bloomberg Línea Summit 2025

No iFood, uso de IA tem impacto crescente sobre o resultado operacional, diz CEO | Diego Barreto (ao centro), CEO do iFood, ao lado de Patricia Kessler, Diretora do Bradesco Experience, e Lélio de Souza, VP de Soluções para a Prática Médica da Afya, em painel do Bloomberg Línea Summit 2025, em São Paulo (Foto: Bloomberg Línea)
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  • Durante o Bloomberg Línea Summit 2025, o CEO Diego Barreto informou que a Inteligência Artificial (IA) já representa 30% do EBITDA e pode chegar a 45% no futuro, conforme projeção ainda não oficializada.
  • A logística da empresa funciona com algoritmos, eliminando a necessidade de intervenção humana na otimização de operações; no atendimento ao cliente, 90% das interações são realizadas por três agentes de IA.
  • Desde 2020, a iFood desenvolveu uma plataforma interna que permite criar agentes de IA sem programação; já foram criados mais de 900 agentes de forma descentralizada pelos colaboradores, com a meta de cada funcionário desenvolver ao menos um agente até março de 2026.
  • O cronograma de implementação da IA no iFood é de 18 meses, dividido em três fases: nos primeiros seis meses, foco na comunicação da iniciativa; depois, coleta dos primeiros resultados; e, por fim, avaliação da participação dos colaboradores no processo de criação de agentes.
  • Barreto ressaltou que há resistência natural à adoção de novas tecnologias, principalmente após os 35 anos; comparou a integração da IA ao uso do pacote Office, ferramenta essencial para eficiência empresarial, lembrando que a empresa já utilizava IA não‑generativa baseada em aprendizado de máquina desde 2018.

O uso de Inteligência Artificial (IA) no iFood tem apresentado um impacto crescente sobre o resultado operacional da empresa. Durante o Bloomberg Línea Summit 2025, o CEO Diego Barreto revelou que a tecnologia já representa 30% do EBITDA e pode chegar a 45% em um futuro próximo. Este crescimento reflete a integração da IA em diversas áreas, como logística, marketing e atendimento ao cliente.

A logística da empresa, por exemplo, é totalmente gerida por algoritmos, eliminando a necessidade de intervenção humana na otimização de operações. Barreto destacou que, no atendimento ao cliente, 90% das interações são realizadas por três agentes de IA, que garantem maior eficiência e satisfação em comparação ao atendimento humano. Ele comparou a demanda durante horários de pico a um estádio de futebol, onde todos os consumidores buscam atendimento simultaneamente.

Plataforma Interna e Metas

Desde 2020, o iFood desenvolveu uma plataforma interna que permite a criação de agentes de IA sem necessidade de programação. Até o momento, mais de 900 agentes foram criados de forma descentralizada pelos colaboradores. A empresa estabeleceu uma meta ambiciosa: cada funcionário deve desenvolver pelo menos um agente até março de 2026. Essa iniciativa será avaliada como parte do desempenho dos colaboradores.

O cronograma de implementação da IA no iFood é dividido em três fases ao longo de 18 meses. Nos primeiros seis meses, a liderança se concentrará na comunicação da iniciativa. Em seguida, será o momento de colher os primeiros resultados, seguidos pela avaliação da participação dos colaboradores no processo de criação de agentes.

Desafios e Comparações

Barreto ressaltou que a adoção de novas tecnologias enfrenta resistência natural do ser humano, especialmente após os 35 anos, quando a plasticidade cerebral diminui. Ele comparou a integração da IA no iFood ao uso do pacote Office, que se tornou uma ferramenta essencial para a eficiência empresarial ao longo do tempo. A empresa já havia iniciado o uso de IA não-generativa baseada em aprendizado de máquina em 2018, preparando o terreno para as inovações atuais.

Com essas iniciativas, o iFood não apenas se posiciona na vanguarda da tecnologia, mas também redefine sua operação, incorporando a IA como um elemento central em seu modelo de negócios.

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