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Setor de gás teme impacto no abastecimento por distorções nos valores

Distribuidoras apontam distorções regionais que dificultam adesão de revendas ao Gás do Povo, embora haja apoio ao programa.

Lula com a primeira-dama Janja da Silva e os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira durante o lançamento do programa, em setembro. (Foto: Ricardo Stuckert/Secom)
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  • Distribuidoras de gás sinalizam preocupações com o programa Gás do Povo, lançado em setembro pelo governo federal, que oferece botijões de treze quilos a famílias de baixa renda; os preços de referência estão abaixo do mercado, o que pode reduzir a adesão de revendas.
  • O programa visa atender cerca de sessenta e cinco milhões de botijões por ano, com custo de R$ 3,5 bilhões em 2025 e R$ 5,1 bilhões em 2026; os preços de referência variam entre R$ 89,67 e R$ 125,05, definidos pelo Ministério de Minas e Energia.
  • Sindigás alerta que distorções regionais podem dificultar a implementação em algumas localidades.
  • Amazonas pode apresentar variação de até R$ 30 entre referência e mercado; em São Paulo, a diferença fica em torno de R$ 16; o Ministério de Minas e Energia explica que os valores são calculados por estado e serão monitorados pelo Comitê Gestor do programa.
  • O Ministério informou que os preços têm validade até 31 de dezembro de 2025 e podem ser atualizados conforme o mercado; famílias inscritas no Cadastro Único poderão retirar gratuitamente o botijão, expandindo o alcance do programa.

As distribuidoras de gás expressam preocupações com o programa Gás do Povo, lançado em setembro pelo governo federal. O objetivo é substituir o Auxílio Gás, oferecendo botijões de 13 kg a famílias de baixa renda. Contudo, os preços de referência estabelecidos estão abaixo dos praticados no mercado, o que pode impactar a adesão de revendedores.

O programa visa atender cerca de 65 milhões de botijões anualmente, com um custo previsto de R$ 3,5 bilhões em 2025 e R$ 5,1 bilhões em 2026. Os preços de referência, definidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME), variam entre R$ 89,67 e R$ 125,05. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) alerta que as distorções regionais podem dificultar a implementação do programa em algumas localidades.

Distorções Regionais

As diferenças de preços entre o valor de referência e o praticado no mercado são significativas. Em algumas regiões, como no Amazonas, essa variação pode atingir R$ 30, enquanto em São Paulo fica em torno de R$ 16. O MME justifica que os valores foram calculados com base em uma metodologia específica para cada estado e serão monitorados pelo Comitê Gestor do programa.

A entidade Sindigás afirmou que está comprometida em garantir o abastecimento contínuo, analisando os impactos locais e buscando soluções adequadas. Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás, destacou a importância de avaliar as condições de cada município e parceiro comercial.

Acompanhamento e Ajustes

O MME informou que os preços de referência têm validade até 31 de dezembro de 2025 e podem ser atualizados conforme as condições do mercado. O Comitê Gestor é responsável por monitorar a execução do programa e propor ajustes quando necessário. A expectativa é que as famílias de baixa renda, inscritas no Cadastro Único, possam retirar gratuitamente o botijão, ampliando o alcance do programa em todo o país.

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