- Distribuidoras de gás sinalizam preocupações com o programa Gás do Povo, lançado em setembro pelo governo federal, que oferece botijões de treze quilos a famílias de baixa renda; os preços de referência estão abaixo do mercado, o que pode reduzir a adesão de revendas.
- O programa visa atender cerca de sessenta e cinco milhões de botijões por ano, com custo de R$ 3,5 bilhões em 2025 e R$ 5,1 bilhões em 2026; os preços de referência variam entre R$ 89,67 e R$ 125,05, definidos pelo Ministério de Minas e Energia.
- Sindigás alerta que distorções regionais podem dificultar a implementação em algumas localidades.
- Amazonas pode apresentar variação de até R$ 30 entre referência e mercado; em São Paulo, a diferença fica em torno de R$ 16; o Ministério de Minas e Energia explica que os valores são calculados por estado e serão monitorados pelo Comitê Gestor do programa.
- O Ministério informou que os preços têm validade até 31 de dezembro de 2025 e podem ser atualizados conforme o mercado; famílias inscritas no Cadastro Único poderão retirar gratuitamente o botijão, expandindo o alcance do programa.
As distribuidoras de gás expressam preocupações com o programa Gás do Povo, lançado em setembro pelo governo federal. O objetivo é substituir o Auxílio Gás, oferecendo botijões de 13 kg a famílias de baixa renda. Contudo, os preços de referência estabelecidos estão abaixo dos praticados no mercado, o que pode impactar a adesão de revendedores.
O programa visa atender cerca de 65 milhões de botijões anualmente, com um custo previsto de R$ 3,5 bilhões em 2025 e R$ 5,1 bilhões em 2026. Os preços de referência, definidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME), variam entre R$ 89,67 e R$ 125,05. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) alerta que as distorções regionais podem dificultar a implementação do programa em algumas localidades.
Distorções Regionais
As diferenças de preços entre o valor de referência e o praticado no mercado são significativas. Em algumas regiões, como no Amazonas, essa variação pode atingir R$ 30, enquanto em São Paulo fica em torno de R$ 16. O MME justifica que os valores foram calculados com base em uma metodologia específica para cada estado e serão monitorados pelo Comitê Gestor do programa.
A entidade Sindigás afirmou que está comprometida em garantir o abastecimento contínuo, analisando os impactos locais e buscando soluções adequadas. Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás, destacou a importância de avaliar as condições de cada município e parceiro comercial.
Acompanhamento e Ajustes
O MME informou que os preços de referência têm validade até 31 de dezembro de 2025 e podem ser atualizados conforme as condições do mercado. O Comitê Gestor é responsável por monitorar a execução do programa e propor ajustes quando necessário. A expectativa é que as famílias de baixa renda, inscritas no Cadastro Único, possam retirar gratuitamente o botijão, ampliando o alcance do programa em todo o país.
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