- Banco Central anunciou a desativação da infraestrutura blockchain do Drex, congelando o projeto, devido a custos e insegurança da arquitetura; decisão foi divulgada em reunião realizada nesta terça-feira, 4 de novembro.
- O Drex operava com Ethereum Virtual Machine (EVM) via Hyperledger Besu; a estrutura foi considerada inadequada para atender às exigências de segurança, ficando o modelo técnico abaixo do esperado.
- A decisão marca uma mudança de rota estratégica, com continuidade incerta; o BC passa a priorizar um modelo de negócio mais robusto e a interoperabilidade, considerando alternativas como stablecoins e a tokenização de ativos.
- Participaram do ciclo inicial do Drex bancos e fintechs, incluindo Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco, além de Microsoft e Google; a reação foi pragmática entre os envolvidos.
- O ecossistema de tokenização no Brasil permanece ativo, com iniciativas como a da Anbima; os próximos passos do Drex não estão definidos, e a prioridade deverá ser atender às demandas do mercado.
Em uma reunião realizada nesta terça-feira, 4 de novembro, o Banco Central (BC) anunciou a desativação da infraestrutura blockchain do Drex, projeto que visa a criação da versão digital do real. A decisão, que interrompe um dos projetos mais esperados para a modernização das transações financeiras no Brasil, foi motivada por questões de custo e insegurança da arquitetura utilizada.
O Drex, que estava em fase de testes desde sua criação há quatro anos, utilizava a Ethereum Virtual Machine (EVM) via Hyperledger Besu. A estrutura foi considerada inadequada para atender às exigências do BC, levando a um entendimento de que a arquitetura era inviável. Um participante da reunião, que preferiu não se identificar, comentou que o modelo técnico não atendeu aos padrões de segurança esperados.
Mudança de Rumo
Com a decisão de congelar o projeto, o BC sinaliza uma mudança de rota estratégica. A expectativa inicial era que o Drex fosse implementado ainda em 2025, mas agora a continuidade do projeto é incerta. Especialistas indicam que o foco deve mudar para um modelo de negócio mais robusto e para a interoperabilidade, considerando alternativas como stablecoins e a tokenização de ativos.
Diversos bancos e fintechs participaram das fases iniciais do Drex, incluindo grandes instituições como Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco, além de empresas de tecnologia como Microsoft e Google. Apesar da repercussão negativa entre os participantes, a decisão foi recebida com pragmatismo. Um executivo do setor financeiro destacou que o movimento não é um retrocesso, mas uma adaptação às novas dinâmicas do mercado.
O Futuro do Drex
O ecossistema de tokenização no Brasil segue ativo, com iniciativas como a da Anbima, que lançou recentemente um projeto voltado à digitalização de ativos. Embora não haja clareza sobre os próximos passos do Drex, fontes indicam que a próxima fase deve priorizar as necessidades do mercado em vez de uma tecnologia específica.
O BC reafirma que a escolha tecnológica deve ser uma consequência das demandas do mercado, refletindo uma nova abordagem para a implementação de soluções financeiras digitais no Brasil. A decisão de desativar a camada blockchain do Drex marca um ponto de inflexão significativo na busca por um sistema financeiro mais moderno e eficiente.
Entre na conversa da comunidade